AS INJUSTIÇAS DO SERVIÇO E DA DISTRIBUIÇÃO DE BANDA LARGA NO BRASIL

7 02 2011

Esse texto exprime um pouco das injustiças em relação ao serviço de banda larga no Brasil, ou seja, o país dos coronelismos e monopólios midiáticos também se esforça para manter sua ditadura nos meios internéticos… a internet só será livre de verdade quando de fato distribuirem seu acesso para todos!!!

O artigo foi escrito pelo João Brant, do Coletivo Intervozes, que luta pela abertura dos direitos da população em relação a comunicação no Brasil.

Antes do fim do ano passei lá no Intervozes e troquei uma idéia com o próprio João Brant e com o Pedro Eakman, outro integrante do coletivo. Leiam o texto e mais abaixo assistam ao vídeo do nosso bate-papo:

** Extraí o artigo do Blog do Miro (http://altamiroborges.blogspot.com), segue na íntegra:

Reproduzo artigo de João Brant, publicado no jornal Brasil de Fato:

Todos sabem que a internet em banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos. Apenas 27% das residências são conectadas à banda larga, isso considerando como “largas” conexões a partir de 256 kbps. O Brasil é um dos países em que o serviço é mais caro, tanto em valores absolutos como se considerado o poder aquisitivo da população. E a velocidade ofertada é mentirosa, como denunciam as próprias letras miúdas do contrato – as empresas só garantem 10% da velocidade contratada.

Se pensarmos que a internet viabiliza o acesso a diversos serviços, amplia o acesso ao mercado de trabalho e fortalece a diversidade informativa e cultural, o problema é grave. Concorrência quase não existe; na maioria dos casos, o serviço é prestado só pela operadora de telefonia fixa. Na longa distância, o quadro é ainda pior. Algumas prefeituras tentam oferecer serviço gratuito para a população, mas se veem frente ao controle da rede de longa distância por operadoras privadas monopolistas, que cobram quanto querem.

Para enfrentar esse quadro, o governo desenhou um Plano Nacional de Banda Larga. A principal ação prevista é a reativação da Telebrás, que passa a coordenar o uso das redes de fibra ótica de várias empresas da administração indireta (Eletronorte, Chesf, Petrobras etc.). Ela vai ofertar capacidade de tráfego de longa distância para provedores locais. A expectativa é que essa ação gere competição e abra espaço para milhares de pequenos provedores prestarem o serviço diretamente.

Mas e naquelas cidades em que não há provedores interessados ou não há oferta adequada? A Telebrás diz que nestes casos, e só nesses, vai ofertar o serviço diretamente ao cidadão. Não deveria ser assim. Onde o custo de implementação é mais baixo e há mais usuários dispostos a pagar, a Telebrás não entra. Onde ela vai ter de investir milhões para se instalar e há um mercado pouco lucrativo, ela entra para cobrir as ‘falhas de mercado’. É uma concessão injustificável. Banda larga deve ser um serviço público universal, barato e de qualidade para garantir o direito fundamental dos cidadãos a comunicação.

Segue vídeo:

E vc, o que acha do serviço e da distribuição de banda larga no Brasil???


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Uma resposta

9 02 2011
Tweets that mention AS INJUSTIÇAS DO SERVIÇO E DA DISTRIBUIÇÃO DE BANDA LARGA NO BRASIL « BOLA & ARTE -- Topsy.com

[...] This post was mentioned on Twitter by José Varella, Marcos Urupá. Marcos Urupá said: "AS INJUSTIÇAS DO SERVIÇO E DA DISTRIBUIÇÃO DE BANDA LARGA NO BRASIL" – http://bit.ly/dTGWmy [...]

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