MANIFESTAÇÃO CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE!!!

4 06 2011

Repassando informe chamando para uma MANIFESTAÇÃO CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE!!! ESSENCIAL!!!!

Segue:

QUANDO: Domingo, 5 de Junho · 14:30 – 17:30

ONDE:  Vão livre do Masp – Av. Paulista

Mais informações:   

Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte, mesmo após cartas dirigidas a ela que foram pela mesmo ignorada e ainda mais de 600 mil

assinaturas que firam igualmente ignoradas.

A sentença de morte dos povos Xingus esta decretada

Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta,expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies — tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.

 Além disso, No momento em que o país debate temas como o Código Florestal, as barragens na Amazônia, o enriquecimento do ministro Palocci e a corrupção, uma ação da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, no último dia 20/05, colocou doze pessoas atrás das grades. O esquema de fraudes em licitações envolvia a Prefeitura de Campinas-SP e diversos empresários, em especial, alguns ligados a grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Coincidência ou não, essas duas construtoras, mais a Odebrecht, detêm 50% do contrato assinado com a Norte Energia S/A – NESA para a construção da UHE Belo Monte.

Outra informação importante diz respeito a um desconhecido José Carlos Bumlai, que está sendo investigado, com fortes indícios de que estaria diretamente envolvido no esquema de corrupção em Campinas. Mas qual a relação desse empresário com as hidrelétricas na Amazônia? Este senhor nada mais é do que um dos principais articuladores da formação do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte.

Ou seja: tanto as empreiteiras contratadas pela NESA, quanto um dos seus mais importantes patrocinadores, estão diretamente relacionados a um belo monte de corrupção.

“Coluna xingu vivo”

http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/05/belo-monte-de-corrupcao.html

O Manifesto vai acontecer Simultaneamente no RJ

LOCAL: Orla de Ipanema-posto 9

HORÁRIO: domingo, 5 de junho de 2011 14:30

E vamos expor os nomes dos deputados que votaram o Código Florestal,

Aproveitando e unindo as forças vamos pra dizer Não ao Novo Código.

O governo federal mais uma vez se submete aos interesses do agronegócio. Enquanto ativistas são assassinados a sangue frio defendendo nossas matas e florestas, o governo dá anistia a desmatadores e diminui as áreas de preservação permanentes (APPs). Um ataque ao meio ambiente é um ataque ao nosso futuro. Não podemos ficar parados, é hora de sair à rua:

http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=4648&numLegislatura=54&codCasa=1&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=123&indTipoSessao=E&tipo=uf

ATOS UNIFICADOS:

RIO: http://www.facebook.com/event.php?eid=217648318255080

SALVADOR: http://www.facebook.com/event.php?eid=123058481110678

PORTO ALEGRE: http://www.facebook.com/event.php?eid=228986130460458

ARACAJÚ: http://www.facebook.com/event.php?eid=175534165838542

BELO HORIZONTE: http://www.facebook.com/event.php?eid=213592842007699

CURITIBA: https: //www.facebook.com/event.php?eid=206368546068332#!/event.php?eid=114301388657635&notif_t=event_invite

Sydney :https://www.facebook.com/event.php?eid=205733419464371

http://4.bp.blogspot.com/-9s-Oh494pLE/TeTHOGLjcbI/AAAAAAAAd30/w-YDlzTy640/s1600/da+no+manifesto.jpg

http://www.facebook.com/event.php?eid=132470016827301

http://www.facebook.com/event.php?eid=225205860823021

http://www.facebook.com/event.php?eid=227771337238761

https://www.facebook.com/event.php?eid=113610938725749

DIVULGUEM!

 

 

 





PROFESSORES REIVINDICAM CONTRA PRECARIEDADE DE ESCOLAS TÉCNICAS

3 06 2011

Nova vídeorreportagem de CarlosCarlos na TVT: professores fizeram uma manifestação no Vale do Anhangabaú, em prol de exigir mudanças na política do Governo do Estado São Paulo em relação as Escolas Técnicas (ETECS).

Pelo que disseram, a situação está muito precária. O pior é que o Governador Geraldo Alckmin usou a boa fama das ETECS em sua campanha, mas agora não está dando a devida atenção ao tema.

O professor está muito desvalorizado na sociedade e isso é um absurdo!!! Ou os governos dão a atenção necessária a quem trabalha com educação, ou a miséria de informação e senso crítico continuará reinando em nosso país!!! A atual presidente Dilma Roussef fala muito sobre a erradicação da miséria de fome no Brasil, algo que também é essencial e importantíssimo, mas que a educação também seja tratada como prioridade!!!

Assistam:

E vcs, o que acham da situação atual do sistema de ensino e da educação do Brasil???





A MODA DO REAÇA – Post de Marcelo Rubens Paiva

24 05 2011

Achei bem interessantes as reflexões colocadas pelo texto abaixo, de fato estão acontecendo várias ebulições iniciadas via web, essa rede que muitas vezes escancara o que as pessoas tem dentro delas, sem ao menos se darem conta. Antes era mais difícil “pegar no flagra” pensamentos fascistas como o de Boris Casoy, no fim de 2010, quando menosprezou e humilhou os garis, quando o seu microfone estava aberto no Jornal da Band. Nesse caso, a internet ajudou a difundir, mas antigamente, era uma vez no ar e pronto, não dava pra ver mais, hoje fica na rede a disposição (confira abaixo o vídeo do áudio vazado e da hipocrisia do pedido de desculpas do apresentador).

Falei desse episódio do Boris Casoy pois no post abaixo tem uma lista de recentes insanidades faladas por gente famosa, mas o post é muito mais abrangente, leiam e tirem as suas próprias conclusões (ler as opiniões do Ed Motta é deprimente, é se dar conta de como existem seres humanos arrogantes e pequenos espiritualmente, é de desacreditar).

CarlosCarlos  – Bola & Arte

Reproduzo post do escritor Marcelo Rubens Paiva, extraído do linque http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/a-moda-do-reaca/

Como comentou uma leitora, Natália, no post anterior:

Cara, acho tão engraçada essa mania das pessoas de falarem com orgulho que são “politicamente incorretas” quando dizem absurdos… o sujeito vem, fala um monte de merda e diz que faz isso porque é inteligente (é um livre pensador, não segue o pensamento burro e dirigido das massas, etc) e porque não liga de ser “politicamente incorreto” porque afinal esse é o certo, a sociedade de hoje que está deturpada.

Eu tinha pensado na mesma coisa.

O governador e o secretário municipal de segurança reconheceram que tanto a PM quanto a Guarda Municipal exageraram na repressão à MARCHA DA MACONHA, que virou MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Alckmin chegou a dizer que não compactua com a ação da PM na Marcha.

Mas muitos leitores e alguns blogueiros continuam achando que o certo mesmo era enfiar o cacete nos manifestantes.

PMs que tiraram a identificação, para baterem numa boa.

A onda agora é ser bem REAÇA.

Se é humorista, e uma piada ultrapassa o limite do bom gosto, diz ser adepto do ideal do politicamente incorreto.

Que babaca é fazer censura contra intolerância.

Pode zoar com judeu, gay, falar palavrão, é isso, que se foda, viva a liberdade!

Se alguém defende a Marcha da Maconha, faz apologia, é vagabundo.

Se defende a descriminalização do aborto, é contra a vida.

Se aplaude a iniciativa da aprovação da união homossexual, quer enviadar o Brasil todo, país que se orgulha de ser bem macho, bem família!

Se defende a punição de torturadores, é porque pactua com terroristas que só queriam implodir o estado de direito e instituir a ditadura do proletariado.

Deu, né?

Esta DiogoMainardização da imprensa e da pequena burguesia brasileira tem um nome na minha terra: má educação.

Esta recusa ao pensamento humanista que ressurgiu após a leva de ditaduras que caiu como um dominó a partir dos anos 80 tem outro nome: neofascismo.

É legal ser de direita?

Tá bacana desprezar os movimentos sociais, aplaudir a repressão a eles?

Eu não acho.

Apesar de considerar o termo “politicamente correto”, do começo dos anos 90, a coisa mais fora de moda que existe, diante do que vejo e leio, afirmo: eu, aleijado com tendências esquerdizantes, não era, mas agora sou TOTALMENTE politicamente correto.

+++

Foi uma semana marcada pelo protesto da gente diferenciada e gafes nas redes sociais, que têm 600 milhões de vigilantes no Facebook e 120 milhões no Twitter. Postaram:

Rafinha Bastos, no dia das mães: “Ae órfãos! Dia triste hoje, hein?”

Danilo Gentili, sobre os “velhos” de Higienópolis que temem uma estação de metrô: “A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz.”

Amanda Régis, torcedora do Flamengo, time eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que têm moral, cambada de feios. Não é à toa que não gosto desse tipo de raça.”

Ed Motta, ao chegar em Curitiba: “O Sul do Brasil como é bom, tem dignidade isso aqui. Sim porque ooo povo feio o brasileiro rs. Em avião dá vontade chorar rs. Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance rs.”

Quando um leitor replicou que Motta não era “um arquétipo de beleza”, ele respondeu que estava “num plano superior”. “Eu tenho pena de ignorantes como vc… Brasileiros…”, escreveu. “A cultura que eu vivo é a CULTURA superior. Melhor que a maioria ya know?”

E na MTV, a Casa dos Autistas, quadro humorístico, chocou pelo mau gosto.

Todos pediram desculpas depois. Danilo, um dos maiores humoristas de stand-up que já vi, recebeu telefonema do departamento comercial da Band, pedindo para tirar o comentário. Ed Motta se revoltou contra a imprensa. Pergunta se temos o direito de reproduzir seus escritos particulares.

A internet trouxe a incrível rapidez na troca de informações e espaço para exposição de ideias. Alguns se lambuzam. Dizem que são contra as patrulhas do politicamente correto.

Mas como ficam as domésticas ofendidas, os órfãos recentes, aqueles que perderam parentes em Auschwitz, os nordestinos e os pais de autistas?

Tomara que, depois do pensamento grego, democracia, Renascença, a revolução industrial e tecnológica nos iluminem. O preconceito não é apenas sintoma de ignorância, mas lapsos de um narcisista. Ele nunca vai acabar?

***

Enquanto no Itaú Cultural, um símbolo de excelência em apoio às artes e alta tecnologia, em plena Avenida Paulista, uma mãe foi expulsa por amamentar o filho em público na exposição do Leonilson, artista que sofreu inúmeros preconceitos, morto vítima da Aids.

Ou melhor, viadão que morreu da peste gay, porque era promíscuo, diriam os reaças.

Os ânimos estão acirrados.


AGORA ASSISTAM AOS VÍDEOS DO EPISÓDIO DO BORIS CASOY HUMILHANDO OS GARIS:





MEU RELATO SOBRE A MARCHA DA MACONHA EM SP – 21/MAIO/2011

21 05 2011

Hoje eu fui cobrir pra TVT a MARCHA DA MACONHA, manifestação em prol de chamar a atenção para uma outra discussão em relação a política de drogas no Brasil (mais infos em http://marchadamaconha.org/).

Desde a noite de ontem, conforme foi informado aqui nesse blog, uma liminar proibiu a realização da Marcha, num claro sinal de repressão e da “ditadura democrática” que vivemos em nosso país. Sendo assim, a organização da Marcha mudou o caráter do Ato e ao invés de MARCHA DA MACONHA eles realizaram uma MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

E assim, mesmo com a proibição, muitas pessoas se concentraram debaixo do vão livre do MASP, na Avenida Paulista em São Paulo, entoando cânticos, reivindicando, se manifestando. Os policiais estavam de olho e disseram que tudo o que fizesse alusão a maconha, como cartazes, figuras, gritos, fotos etc,etc seria reprimido. Os manifestantes, precavidos, colocaram fitas crepes em cima das figuras dos cartazes, da palavra “maconha” das camisetas, enfim, qualquer coisa que poderia lhes complicar.

E assim foram as ruas. Instantaneamente o clima começou a ficar realmente tenso e um manifestante foi preso. Ouvi dizer que foi porque este estava distribuindo jornais da MARCHA DA MACONHA. Preso por distribuir jornal???

Daí pra frente a coisa toda só foi piorando e a polícia utilizou de sua truculência habitual, soltando bombas de efeito moral e balas de borracha nos manifestantes. O bicho começou a pegar, o pau começou a comer.

Eu já participei de várias manifestações  e já tinha tido contato com as tais bombas, mas dessa vez foi complicado mesmo. No meio da confusão, me vi bem no meio de uma nuvem de fumaça (não de maconha, mas de gás de pimenta) que havia acabado de se soltar no ar e num golpe de buscar fôlego na correria, respirei fundo.. aí pronto: foram minutos de tontura, muitas lágrimas nos olhos, garganta seca e olhos que eram pura pimenta. Essa foi minha história mas todo mundo que estava ali passou por maus bocados.

O saldo disso?? Acredito que seja kilômetros e litros de ignorância despejados por um governo ultra-conservador do Estado de SP, que tem a sua polícia a disposição para reprimir com uma covarde violência o que eles dizem ser “contra a ordem, a moral e os bons costumes”. Parece mesmo que bons costumes pra eles é manter os pobres sempre segregados.

A violência foi extremamente covarde, pois em nenhum momento os manifestantes foram pra cima dos policiais, só o que fizeram foi protestar, gritar, falar, se expressar, mas parece que isso também é proibido aqui em SP. É triste. Estou até agora me recuperando disso tudo, mas ao mesmo tempo penso que É MOMENTO DE AVANÇAR!!! MOVIMENTOS SOCIAIS, UNI-VOS!!! ELES ESTÃO PERDENDO FORÇA E A BABILÔNIA AINDA VAI CAIR!!!

Recebi via twitter um vídeo da repressão policial, coincidentemente eu apareço em várias partes, eu estava vestido com uma camisa xadrez roxa e preta, com uma câmera na mão. Foram nesses momentos que o episódio da bomba aconteceu comigo.

Assistam, tirem suas próprias conclusões e pensem, reflitam, se isso é o que queremos pra nossa sociedade. Deixem suas opiniões aqui no blog que elas são a essência do nosso trabalho.

Segunda-feira vai pro ar a vídeorreportagem que eu gravei pra TVT, e claro, ela será disponibilizada aqui no VídeoBlog Bola & Arte. PAZ NA TERRA.





AS INJUSTIÇAS DO SERVIÇO E DA DISTRIBUIÇÃO DE BANDA LARGA NO BRASIL

7 02 2011

Esse texto exprime um pouco das injustiças em relação ao serviço de banda larga no Brasil, ou seja, o país dos coronelismos e monopólios midiáticos também se esforça para manter sua ditadura nos meios internéticos… a internet só será livre de verdade quando de fato distribuirem seu acesso para todos!!!

O artigo foi escrito pelo João Brant, do Coletivo Intervozes, que luta pela abertura dos direitos da população em relação a comunicação no Brasil.

Antes do fim do ano passei lá no Intervozes e troquei uma idéia com o próprio João Brant e com o Pedro Eakman, outro integrante do coletivo. Leiam o texto e mais abaixo assistam ao vídeo do nosso bate-papo:

** Extraí o artigo do Blog do Miro (http://altamiroborges.blogspot.com), segue na íntegra:

Reproduzo artigo de João Brant, publicado no jornal Brasil de Fato:

Todos sabem que a internet em banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos. Apenas 27% das residências são conectadas à banda larga, isso considerando como “largas” conexões a partir de 256 kbps. O Brasil é um dos países em que o serviço é mais caro, tanto em valores absolutos como se considerado o poder aquisitivo da população. E a velocidade ofertada é mentirosa, como denunciam as próprias letras miúdas do contrato – as empresas só garantem 10% da velocidade contratada.

Se pensarmos que a internet viabiliza o acesso a diversos serviços, amplia o acesso ao mercado de trabalho e fortalece a diversidade informativa e cultural, o problema é grave. Concorrência quase não existe; na maioria dos casos, o serviço é prestado só pela operadora de telefonia fixa. Na longa distância, o quadro é ainda pior. Algumas prefeituras tentam oferecer serviço gratuito para a população, mas se veem frente ao controle da rede de longa distância por operadoras privadas monopolistas, que cobram quanto querem.

Para enfrentar esse quadro, o governo desenhou um Plano Nacional de Banda Larga. A principal ação prevista é a reativação da Telebrás, que passa a coordenar o uso das redes de fibra ótica de várias empresas da administração indireta (Eletronorte, Chesf, Petrobras etc.). Ela vai ofertar capacidade de tráfego de longa distância para provedores locais. A expectativa é que essa ação gere competição e abra espaço para milhares de pequenos provedores prestarem o serviço diretamente.

Mas e naquelas cidades em que não há provedores interessados ou não há oferta adequada? A Telebrás diz que nestes casos, e só nesses, vai ofertar o serviço diretamente ao cidadão. Não deveria ser assim. Onde o custo de implementação é mais baixo e há mais usuários dispostos a pagar, a Telebrás não entra. Onde ela vai ter de investir milhões para se instalar e há um mercado pouco lucrativo, ela entra para cobrir as ‘falhas de mercado’. É uma concessão injustificável. Banda larga deve ser um serviço público universal, barato e de qualidade para garantir o direito fundamental dos cidadãos a comunicação.

Segue vídeo:

E vc, o que acha do serviço e da distribuição de banda larga no Brasil???





WIKILEAKS E EUA EM APENAS UMA IMAGEM

10 12 2010

Mais uma excelente charge de Carlos Latuff: dessa vez sobre a polêmica do Wikileaks, ele traduz em uma imagem como o império norte-americano em decadência se sente em relação a todas as revelações feitas via dossiê. Vejam:

Tio Sam anda tenso e desacreditado… reflexo de sua própria história, não??? E isso tudo já rola beeeeem antes de WikiLeaks!!!

CarlosCarlos Bola & Arte





A GUERRA NO RIO EM APENAS UMA IMAGEM

29 11 2010

Tá difícil de falar alguma coisa sobre a situação no Rio de Janeiro. E por estar complicado e denso, vou expressar meu maior sentimento em relação a tudo isso através de uma foto-charge que achei na internet, que na minha opinião expressa algo que talvez não resuma tudo o que está acontecendo, mas que diz demais sobre a cara do Brasil: desigualdade social histórica e mídia altamente tendenciosa.      CarlosCarlos

Charge: Latuff

Fonte: Blog do Miro (http://altamiroborges.blogspot.com)





O VELHO OLIGOPÓLIO DA MÍDIA NO BRASIL

23 11 2010

Bom.. esse assunto já é antigo no Brasil. Mas mesmo sendo antigo, muitas e muitas pessoas insistem em não pensar sobre e preferem alimentar seus coraçõezinhos e mentes de telenovelas de conteúdo duvidoso e telejornais que transmitem suas “verdades absolutas” a milhões de brasileiros.

O que já era fato pra mim foi se transformando cada vez mais em realidade concreta quando fui estudar comunicação no ano de 2002 e me formei no ano de 2005, no curso de Rádio e Tv. Na ocasião, a grande maioria de estudantes de tal curso não se mostravam muito preocupados com as questões de oligopólio midiático e de trabalharem por uma real democratização da mídia/comunicação no Brasil.

Mas, como eu não vim a esse planeta por acaso e faço questão de acreditar e agir em prol de mudanças efetivas por aqui, eu, CarlosCarlos, continuo através do Projeto/Programa Bola & Arte, difundindo informações a respeito dessas prisões em que estamos inseridos todos os dias no nosso país tão amado e sofrido, Brasil.

Oxalá um dia o Brasil terá outros procedimentos para apropriação de concessões para o povo brasileiro, para quem quiser difundir e divulgar informações fora do monopólio midiático, e isso vai depender exclusivamente de nós mesmos, para que a comunicação pare de ser de “rico pra pobre” ou do “sudeste para o resto do Brasil”, descentralizando assim e democratizando o que é direito humano e essencial para que um povo se desenvolva mais livremente.

E praqueles que pensam que é utopia, que é impossível, eu deixo a pergunta: porque em outros países as concessões são mais democráticas e no Brasil não?? Deve ser por nossa história elitista e dominadora, de uma elite para um povo. Mas ainda vai mudar. E todos nós celebraremos esse dia em que nossos filhos e gerações vindouras gozarão de um lugar melhor pra se viver.

Assistam agora esse vídeo do Coletivo Intervozes (parte 1 e parte 2), que luta pela democratização da comunicação em nosso país e mostra de forma simples e direta o que muitos ainda não querem ver e admitir. Assistam:

Parte 1:

Parte 2:

E aí, qual a sua opinião a respeito???





O DISCURSO DO MINISTRO FRANKLIN MARTINS ME DÁ ESPERANÇAS

12 11 2010

Li o texto a seguir no Blog do Miro (http://altamiroborges.blogspot.com), que é um militante de causas da esquerda em prol de verdadeiras transformações sociais em nosso país.

Não posso negar que fiquei esperançonso. Esperançoso porque acredito que a regulamentação dos meios de comunicação no Brasil é uma das causas mais urgentes a serem resolvidas por aqui. Penso, acredito e respiro essa idéia a longos anos, sonhando por um Tv descentralizada, onde o leque de abertura de produções vindas de todos os cantos do país se abram e perdurem por longos e longos anos. Uma Tv plural e com a cara do Brasil, uma tv que não centralize seu conteúdo somente no eixo Rio-São Paulo. Uma Tv que usufrua das inúmeras possibilidades que a “Era Digital” nos apresenta, ou seja, quadruplicar o número de canais existentes em um aparelho de televisão e assim verdadeiramente deixar que as pessoas escolham o que querem assistir.

Quando a Rede Globo diz que a CONFECOM, Conferência Nacional de Comunicação, que foi realizada ano passado e da qual eu participei de algumas pré-conferências (tanto em São Paulo como em Brasília) é uma ameaça a liberdade de imprensa e a democracia, isso nada mais é do que o medo e a ganância de um veículo centralizador que nasceu na época da ditadura e financiada pelos EUA, de perder dinheiro e poder no cenário brasileiro.

Pra ela (Globo), não interessa ver o povo se libertando, se encontrando, se reconhecendo verdadeiramente na tela, pra ela interessa ver o povo burro e sem crítica para assim continuar faturando milhões e interferir fortemente em mentes e corações de milhares de pessoas.

Não acho que o Brasil deva fechar as comunicações e não deixar a Globo ter o seu canal, mas sim regulamentar toda essa palhaçada que faz esse gigante deitar e rolar do jeito que quer, em detrimento das verdadeiras necessidades do povo brasileiro. Acredito que o que deva ser feito é aumentar o leque de possibilidades de produção, difusão e concessões para o maior número de brasileiros que queiram manter um canal de televisão e/ou difundir o conteúdo produzido por ele próprio e não por outros. A internet está ajudando demais nesse processo, onde aos poucos as pessoas percebem que tem voz como mídia e não apenas recebem mídia, elas se vêem produzindo mídia e colocando as suas opiniões. Será que é difícil demais de entender isso????

Como muitos sabem, no primeiro turno das eleições 2010 eu votei no Plínio de Arruda Sampaio, mas no segundo turno votei na Dilma. E a principal causa disso é de ter ouvido de algumas pessoas infiltradas no PT que de fato o partido tem a intenção de interferir mais fortemente nas comunicações do país. Pra mim é certeza absoluta que nada seria feito num eventual governo Serra e a possibilidade de isso acontecer com a Dilma foi alimentada demais pelo discurso em forma de texto que disponibilizarei a vocês a seguir, onde o Ministro Franklin Martins fala sobre todas essas necessidades iminentes. É aquilo, um discurso é um discurso e a prática é a prática. Mas vou ser otimista e acreditar nisso, acreditar tão fortemente ao ponto de fazer de tudo para que isso aconteça, quero fazer parte desse momento de transição das comunicações no Brasil!!!

Pra finalizar: o lance é abrir caminhos e possibilidades e não permitir que uma emissora só domine todo o cenário, não permitir que o mercado dite as regras, as pessoas e os veículos tem que parar de ser mesquinhos e pensar no todo, abrindo espaços para que todos se encontrem, sejam felizes e tenham o poder de transformar. Precisamos destruir esse ranço de capitalismo e competição implantando em nossos corações desde o nascimento. A hora é agora!!!!

Mais abaixo disponibilizo o eterno Programa Bola & Arte, um símbolo nessa luta pelo audiovisual e comunicações no Brasil!!!!!!

Segue postagem do Miro (Blog do Miro – http://altamiroborges.blogspot.com)

Reproduzo a integra da intervenção do ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), apresentada na abertura do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, em 9 de novembro:

Bom dia a todos vocês.

Em primeiro lugar, eu queria agradecer aos palestrantes dos diferentes
países, que vieram de tão longe aqui, para dividir conosco a experiência que
possuem de regulação de comunicações eletrônicas.

Queria agradecer a todos os participantes, entidades, personalidades,
parlamentares, agentes públicos, acadêmicos, organizações da sociedade civil
empresarial e não empresarial, que aqui estão presentes, e dizer que, para a
Secom, é motivo de uma grande satisfação realizar este seminário.

O mundo das telecomunicações vive, hoje, uma era de desafios e de enormes
oportunidades. O processo de digitalização, a internet, o processo de
convergência de mídias, tudo isso oferece extraordinárias possibilidades,
seja do ponto de vista da difusão da informação, seja do ponto de vista da
produção e difusão cultural, seja do ponto de vista da democratização de
oportunidades e do exercício da cidadania. Além disso, permite o
estabelecimento de uma economia de vastíssimas proporções e enormes
potencialidades, gerando crescimento, gerando emprego, gerando renda,
aumentando a arrecadação de impostos; em suma, organizando um importante
setor da economia, incidindo sobre o conjunto da economia uma sociedade de
informação e de conhecimento.

Algumas consequências desse processo são nítidas. Em primeiro lugar, os
custos de produção caem brutalmente, a digitalização permite que muitas das
atividades, feitas em outras plataformas, em outras bases tecnológicas,
antes, sejam feitas de forma muito mais barata, e isso abre enormes
possibilidades.

As fronteiras entre as telecomunicações e a radiodifusão vão se dissolvendo,
e isso gera grandes desafios. Até algum tempo atrás, era de um lado o
telefone, telefone era voz, não passava disso; do outro lado, você tinha a
radiodifusão. Hoje, cada vez mais, esse processo vai produzindo uma
interpenetração, gerando uma série de interrogações, uma série de
possibilidades, gerando uma série de riscos, mas, mais do que tudo, gerando
enormes possibilidades.

Costumo dizer que a convergência de
mídias é um processo inelutável, está em curso e ninguém vai detê lo. Por
isso mesmo é muito bom olharmos para frente, ao invés de ficar olhando para
o passado, olhar para trás. Olhar com nostalgia para o passado pode ser
muito interessante, do ponto de vista, vamos dizer, da pessoa se sentir bem,
rememorar coisas, etc., mas o futuro está ali e o futuro é a convergência de
mídia. Vou dar um exemplo para vocês. Isto aqui é uma televisão portátil, eu
recebo aqui um sinal aberto, gratuito, de radiodifusão e posso assistir
televisão aqui. Agora, esse mesmo aparelho se transforma em um celular, eu
recebo aqui televisão, um sinal numa tecnologia 3G, 3G e meio, 4G, ou o que
vier a aparecer, um sinal que pode ser gratuito, ou não, dependendo do
modelo de financiamento que a empresa tiver adotado. Evidente que o usuário
não vai ficar andando com dois aparelhinhos iguais. Esses dois aparelhinhos
viram um só, isso vale para a mobilidade, mas isso vale dentro de casa. Ou
seja, em pouquíssimo tempo, para o usuário, o cidadão, será absolutamente
indiferente se o sinal está vindo da radiodifusão ou está vindo das
telecomunicações.

Regular esse processo de convergência é um tremendo desafio e uma grande
necessidade para todo mundo, porque, sem regulação, não se estabelecem
regras claras, não há segurança de como atuar e, mais do que isso, não há
uma interferência da sociedade em como produzir um ambiente estável, um
ambiente com perspectiva e um ambiente onde os interesses da sociedade
prevaleçam sobre todos os demais.

Este seminário aqui, ele tem como objetivo recolher as experiências de
vários países, países democráticos, países com os quais nós mantemos
relações intensas, não só do ponto de vista econômico, mas do ponto de vista
cultural, do ponto de vista político, que são parceiros importantes do
Brasil, recolher as experiências de como eles estão regulando esse processo
de convergência de mídia. Ninguém tem um modelo pronto, que está dando
certo, que já resolveu tudo, não; está todo mundo, mais ou menos, sobre a
marcha, enfrentando os problemas que vão aparecendo. Acerta aqui, erra ali,
busca uma solução que se revela criativa, uma outra, que se pensava que era
criativa, se vê que não dá nada, bateu num muro. Mas são. Eles estão lidando
com isso e estão, de um modo geral, muito mais avançados do que nós, como
nós veremos a seguir.

Aprender com as experiências deles não é copiar a experiência deles; é ver
como eles lidaram com problemas semelhantes ao que nós estamos lidando aqui.
Semelhantes, não iguais. Semelhantes, não iguais. Então, aprender com as
experiências deles é importante para nós entrarmos nesse desafio de produzir
um novo marco regulatório para as comunicações eletrônicas, dentro desse
ambiente de convergência de mídia.

No Brasil, o nosso desafio é maior ainda do que estão enfrentando esses
outros países, porque aos desafios que são gerais, próprios das mudanças de
tecnologia, da introdução de novas tecnologias, etc., somam se desafios
peculiares, particulares nossos.

A nossa legislação é absolutamente ultrapassada. Isso não é segredo para
nenhum de vocês. A gente pode fazer discurso, pode dizer que já fez uma
mudancinha aqui, adaptou ali, mas cada um de nós, quando conversa com seus
botões e não com o microfone da televisão, sabe perfeitamente que a nossa
legislação é absolutamente ultrapassada. Para se ter uma ideia, o Código
Brasileiro de Telecomunicações, que é o que rege a radiodifusão em linhas
gerais, é de 1962 – 62 -, ou seja, televisão, não havia TV a cores, não
havia satélites, não havia rede; naquela época, havia mais “televizinho” do
que televisão no Brasil. “Televizinho”, para quem não se lembra – a maioria
aqui não é daquela época – se chamava simpaticamente os vizinhos que vinham
assistir televisão na casa de quem tinha. Pois bem, havia mais “televizinho”
do que televisão. Nosso Código é dessa época. Ele não responde aos
problemas, é evidente. E acumularam se problemas imensos, que não foram
sendo resolvidos, que foram sendo encostados, que se fez uma gambiarra, fez
um gatilho(F). Olha, não é só em favela que se faz gambiarra para puxar TV
por assinatura, não. Nossa legislação é um cipoal de gambiarras, porque não
vem se enfrentando as questões de fundo.

A isso se soma uma outra coisa. Nossos dispositivos constitucionais sobre
comunicação, em sua maioria, não foram regulados até hoje. Ou seja, o
constituinte determinou uma série de questões e disse: “É preciso lei para
isso”. Vinte e dois anos depois, o Congresso não votou lei alguma que
regulasse isso, alguma. Alguma não. Quando algumas empresas de comunicação
tiveram problemas de caixa – entende? -, aí se votou a lei que regulou a
questão do capital estrangeiro, porque era necessário capital com dinheiro
lá fora. Mas tirando isso, quando foi que se regulou a questão da produção
independente, da produção regional, da produção nacional, da desconcentração
das propriedades? Fica tudo ali na prateleira, fica tudo na cristaleira. Eu
acho que a hipocrisia é uma das piores coisas que pode haver na vida de uma
pessoa e na vida de um país. Se nós achamos que não vale a pena, nós não
queremos produção nacional, garantias para ela, nós não queremos garantia
para produção regional, nós não queremos garantia para que haja produção
independente, nós não queremos evitar a concentração excessiva da
propriedade. Se nós achamos tudo isso, nós devemos revogar essa
Constituição. Agora, isso está lá e isso exige ser regulamentado, e o
processo de regulamentação das comunicações eletrônicas é uma oportunidade
para isso e isso não pode ficar de fora.

Em muitos aspectos, o que eu estou falando não é
novidade para nenhum dos senhores que são do setor, que acompanham, sejam da
academia, de entidades empresariais, não empresariais, de legisladores,
criou se, na área de comunicação, uma situação que foi um pouco terra de
ninguém.

Todos nós sabemos que deputado e senador não pode ter televisão, mas todos
nós sabemos que deputados e senadores têm televisões, através de
subterfúgios dos mais variados. Está certo? É evidente que está errado. Por
que não se faz nada? Porque eu acho que a discussão foi sendo, o tempo todo,
contida, foi sendo, o tempo todo, evitada e, agora, é uma oportunidade para
que se rediscuta tudo isso. Mas isso. Eu vou dizer francamente aos senhores:
o principal não é olhar para trás; é aproveitar e se fazer aquilo que
devíamos ter feito, porque, fazendo isso bem feito, poderemos, ao mesmo
tempo, simultaneamente, olhar melhor para frente e, para frente, ser capaz
de legislar de uma forma mais permanente, mais flexível, mais capaz, mais
moderna, mais integradora, mais cidadã e mais democrática.

Isso tem de ser feito através de um processo de discussão público, aberto,
transparente.

Tudo bem que a gente converse em separado, todo mundo converse em separado,
mas a essência da discussão não é como tal grupo econômico ou tal setor faz
chegar seus pleitos, demandas, exigências, críticas, preocupações ao Poder
Público; é como todos levam isso abertamente, publicamente, de forma
transparente, na sociedade, e a sociedade escolhe e elege os caminhos que
deseja seguir. E isso, basicamente, no local definido constitucionalmente,
no local onde se produzem as leis, e pode ser choque dos interesses, palco
do choque dos interesses, que é o Congresso Nacional.

O governo federal, ao trabalhar para produzir um anteprojeto de um marco
regulatório, vê esse processo como um processo de discussão pública, aberta,
transparente, que não é rápida, é complexo o assunto, são sensíveis os
problemas, as reivindicações são grandes, os ressentimentos e os
preconceitos monumentais de tudo que é lado, os fantasmas passeiam por aí,
arrastando correntes e, muitas vezes, impedindo que a gente ouça o que tem
que ouvir. E isso só se dissolve num debate público aberto e transparente.
Eu acho que a nossa sociedade, apesar de alguns momentos de enorme tensão,
de fúrias mesquinhas, é uma sociedade com uma grande vocação para o
entendimento, para a discussão, para o debate, para acertar posições, e eu
acho que esse debate, se nós formos capazes de nos livrarmos dos fantasmas e
não deixarmos os fantasmas comandar a nossa ação, nós conseguiremos produzir
um clima de entendimento e avançaremos muito nesse sentido.

Isso interessa à sociedade. Essa discussão tem que ser travada frente a
frente com a sociedade, porque isso interessa à sociedade. Isso não é uma
discussão apenas sobre economia, sobre uma repartição de áreas ou cruzamento
de áreas entre grupos econômicos e setores; isso diz respeito à comunicação,
diz respeito à democracia, à criação de oportunidades, a uma sociedade de
informação e conhecimento, à participação política, à produção cultural, e,
para isso, a sociedade deve participar diretamente disso, e esse deve ser o
pano de fundo, em cima do qual se assentam as opções que o país terá de
fazer.

Quais são os princípios? Me perguntam muito: “Ah, mas como é que está? Vai
ser uma ou duas agências? Vai fazer isso ou vai fazer aquilo?”. O governo
está discutindo internamente, suando para conseguir produzir algo, ainda
neste mandato, para entregar à presidente eleita, a Dilma Rousseff, para que
ela decida o que quer fazer, se quer abrir para consulta pública aquele
projeto ou se quer trabalhar mais em cima do projeto. Provavelmente é o que
ela fará e tal, ela terá um ponto de partida, mas fará. Eu dizia ontem, e
tenho dito: eu estou convencido de que a área de comunicação no governo da
presidente Dilma terá – eu vou fazer uma comparação -, mais ou menos, o
mesmo tratamento que teve a área de energia no primeiro mandato do Governo
Lula.

No primeiro mandato do Governo Lula, ou se estabelecia um marco regulatório
para energia, que desse perspectiva, condição de planejamento, segurança
jurídica, interferência da sociedade, que se criasse esse ambiente, para que
o investimento fosse retomado com a velocidade necessária, ou se produziriam
apagões em série. Se fez a modificação, se produziu um novo ambiente
regulatório, e o Brasil, penando, se livrou do fantasma do apagão. Diferente
é um dia cair uma torre, etc., mas o apagão, como carência da oferta de
energia, isso parou de existir. Por quê? Porque se criou um novo ambiente
regulatório e se definiu aquilo enquanto algo estratégico para o crescimento
da economia, naquele período. Comunicação é a mesma coisa agora: ou se
produz um novo marco regulatório ou nós vamos perder o bonde de uma área
crucial para o crescimento da economia e, mais do que o crescimento da
economia, para o exercício da cidadania, nos próximos 10, 20 anos, porque
não se chega lá de qualquer jeito, não se chega lá só com o mercado
empurrando de qualquer jeito; é necessário debater, discutir, traçar
políticas públicas, fazer regulação para que as políticas públicas sejam
aplicadas e, em função disso, criar um ambiente que permita o investimento e
permita que a sociedade se sinta portadora de direitos, não só como
usuários, mas como cidadãos.

Isso é especialmente importante. Então, o que eu quero dizer é o seguinte:
precisamos de uma discussão aberta, pública, transparente, sobre isso. E eu
queria convidar a todos os senhores a – na medida do possível, eu sei que
isso não é fácil – deixar os seus fantasmas no sótão, que é onde eles se
sentem melhor. Os fantasmas, quando dominam as nossas vidas, de um modo
geral, nos impedem de olhar de frente a realidade. Passa uma criança
brincando, você não percebe como aquilo é lindo; passa uma mulher bonita -
no meu caso -, você não olha, porque você está com os fantasmas na cabeça.

Eu queria dizer aos senhores o seguinte: há crianças brincando, há mulheres
bonitas, há situações interessantes, há possibilidades extraordinárias, há
disposição política, mas os fantasmas não podem comandar o processo. Se
comandarem, nós perderemos uma grande oportunidade. Se comandarem, nós não
criaremos um ambiente de entendimento, mas perseveraremos num ambiente de
confrontação, e isso não é bom para ninguém. Vamos nos desarmar, não da
defesa dos interesses de cada grupo, evidente, de cada setor, continuarão
defendendo, mas vamos nos desarmar. Isso é muito concreto. Nenhum setor,
nenhum grupo tem poder de interditar a discussão; a discussão está na mesa,
está na agenda, ela terá de ser feita, ela pode ser feita, num clima de
entendimento ou num clima de enfrentamento. Eu acho que é muito melhor fazer
num clima de entendimento.

Eu vou repetir para vocês algo que eu falei na comissão organizadora da
Conferência Nacional de Comunicação, quando determinadas entidades
resolveram se retirar – um direito legítimo delas – da organização daquele
processo, achando que estavam tomando caminhos. Eu acho que eles estavam
equivocados, mas não quero discutir, isso é passado, eu estou olhando para
frente, quero deixar bem claro. Mas eu vou repetir o que eu disse para eles:
o governo federal tem consciência de que, nesse processo de convergência de
mídias, é preciso dar uma proteção especial à radiodifusão, e não faz isso
porque tem nenhum acerto, não; faz isso porque tem sensibilidade social, tem
a sua opinião, que tem sensibilidade social. O sinal da radiodifusão é um
sinal aberto, gratuito, que chega a todo mundo, e, em um país que, apesar
dos enormes progressos dos últimos anos, ainda tem uma percentagem da
população miserável, ou uma grande percentagem da população pobre, ter um
sinal de radiodifusão aberto, gratuito, em todo o território nacional, que
chega a todos, é de extrema relevância.

Então, temos essa sensibilidade, temos a vontade de encontrar, dentro desse
cipoal, que é o processo de convergência de mídias, caminhos que produzam
isso. E eu vou dizer o que eu disse, naquele dia, aos representantes das
organizações que tinham decidido se retirar: se não houver pactuação, se não
houver um processo de discussão público, aberto e transparente, que coloque
na mesa os interesses de cada um, legítimos, e se resolva eles à luz dos
interesses nacionais, quem vai regular não é o debate, é o mercado. Não é o
Congresso. Quem vai regular é o mercado. E, quando o mercado regula, quem
ganha é o mais forte.

A radiodifusão. Aquilo foi em 2008, o episódio, e eu disse a eles. A
radiodifusão tinha faturado, naquele ano, no ano anterior. Aliás, foi início
de 2009. No ano de 2008, ela tinha faturado como um todo, o setor como um
todo, no Brasil, 11,5 bilhões. O setor de telecomunicações, no ano de 2008,
tinha faturado, em todo o Brasil, 130 bilhões. Esses números, se eu não
estou errado, evoluíram, no ano de 2009, para 13 bilhões e um quebrado, para
a radiodifusão, e algo próximo de 180 bilhões para as telecomunicações. Ou
seja, a grosso modo, o faturamento, hoje em dia, das teles, o setor de
telecomunicações é 13 a 14 vezes maior do que o faturamento da radiodifusão,
e aí vale rádio, rede nacional de televisão, rádio do interior, todo mundo,
pelo menos o declarado. É evidente que, se não houver regulação, se não
houver a criação de mecanismos que entendam a importância da radiodifusão e
sua importância social no país, ela será atropelada pelas telecomunicações.
Eu costumo dizer que será atropelada por uma jamanta. Isso não é bom para o
país. Isso não é bom para o povo brasileiro, isso não é bom para a pessoa de
classe C, D e E, que não têm condições de ter acesso a outro tipo de
comunicação eletrônica, que precisa daquilo. Por isso mesmo a regulação deve
entrar nisso. Mas reparem só: para entrar, nós temos que entrar na
discussão. Não dá para dizer: “Eu vou interditar toda outra discussão, e
essa daqui eu quero”. Isso não existe. Aqui entre nós, ninguém é tão forte
assim no Brasil para isso, nem o governo federal, nem o setor de teles, nem
a radiodifusão, nem academia. Ninguém é tão forte. Nós precisamos sentar na
mesa e conversar, sentar na mesa e conversar, e produzir, no local onde se
votam e aprovam as leis, que é o Congresso Nacional, um texto que seja capaz
de fazer um novo ambiente regulatório, um ambiente de convergência de mídias
extremamente complexo, em mutação permanente. Que nós sejamos capazes de
fazer isso.

Entre os fantasmas, talvez o fantasma mais renitente, o fantasma que mais
aparece, o fantasma mais garboso dessa discussão toda, seja a tese de que
regulação é sinônimo de censura à imprensa. O Governo Lula já deu provas
suficientes do seu compromisso com a liberdade de imprensa, e deu em
condições onde não teve a imprensa a seu favor. Na época do pensamento
único, era fácil. Eu quero ver ser a favor da liberdade de imprensa,
apanhando dia e noite da imprensa, muitas vezes sem amparo nos fatos, muitas
vezes movido apenas pelo preconceito, muitas vezes movido apenas pela
posição política desse ou daquele órgão, etc. e tal. Nenhum problema com a
liberdade de imprensa, nenhum problema. O Brasil goza de absoluta, de
irrestrita liberdade de imprensa.

Da minha parte, eu, como jornalista, e eu, como militante político, já aos
14, 15 anos, lutava contra a ditadura, faço parte de uma geração que cresceu
ansiando por liberdade de imprensa, aprendeu o seu valor. Eu não estou entre
aqueles que lutou [contra] a ditadura em algumas circunstâncias; eu lutei
contra a ditadura do primeiro ao último dia da ditadura, lutei pela
liberdade de imprensa do primeiro ao último dia da ditadura. Então a
liberdade de imprensa não é algo que é uma circunstância que politicamente
me convém ou não convém; é como eu digo, é algo que vem da alma.

Então, essa história que a liberdade de imprensa está ameaçada, isso é uma
bobagem, isso é um fantasma, isso é um truque, porque isso não está em jogo.
É importante qualificar. A liberdade de imprensa é a liberdade de imprimir.
Ou seja, antigamente, quando não existia rádio, quando não existia
televisão, a liberdade de imprensa significava o direito que cada pessoa que
publicava um jornal tinha de imprimir o que quisesse. Hoje em dia, ela é
mais ampla do que a liberdade de imprimir; ela é a liberdade de divulgar,
porque também entra em meios. Não papel, não fita, que, cada vez mais, a
liberdade de imprensa significará liberdade de divulgar, publicar. A essa
liberdade não deve, não pode, não haverá qualquer tipo de restrição. Mas
vamos com calma. Isso não significa que não pode ter regulação na sociedade.
Eu estou seguro. Os senhores ouvirão o relato das experiências dos
diferentes países, todas democracias. Os Estados Unidos é uma democracia, é
uma democracia. O Reino Unido é uma democracia. Nossa República “hermana” da
Argentina é uma democracia. Portugal é uma democracia. Espanha é uma
democracia. Europa é uma democracia. Em todos eles há regulação de meios
eletrônicos, e isso não significa, por nada, que haja censura. Gostaria
muito que os senhores, quando houver a fase das perguntas, perguntassem
muito, aqui, aos expositores, se a liberdade está ameaçada lá, porque existe
regulação.

Então, isso é uma discussão que é um fantasma. Ele entra na discussão, na
verdade, para não se entrar na discussão. E é isso que eu acho que nós
deveríamos, nesse debate, tentar ultrapassar e ir muito além disso. É
verdade o seguinte: liberdade de imprensa. Eu acho que, às vezes, é essa a
confusão que eu acho que existe. Não quer dizer que a imprensa não pode ser
criticada, que a imprensa não pode ser observada, que a imprensa não pode
ser alvo de críticas de quem quer que seja. Todos nós somos alvos de
críticas. Aliás, quando temos uma atitude madura diante das críticas, de um
modo geral, melhoramos com elas. Isso vale para nossa vida doméstica, vale
para nossa vida profissional, vale para as empresas que alguns de vocês
dirigem, vale para países, vale para o Presidente da República, vale para o
Papa. Ou seja, quando somos criticados e olhamos as críticas sem
preconceito, em geral, melhoramos com ela. Elas podem ser verdadeiras, podem
não ser, mas isso é parte do jogo.

Liberdade de imprensa, volto a dizer – já disse isso várias vezes – quer
dizer que a imprensa é livre, não quer dizer que a imprensa é
necessariamente boa. A imprensa erra, erra muito. Eu, como jornalista, sei
que a imprensa erra muito, qualquer jornalista que está aqui sabe que a
imprensa erra muito. Os leitores, telespectadores, ouvintes sabem que a
imprensa erra muito, e, de um modo geral, é capaz de distinguir, de separar,
o erro cometido de boa fé, no afã de produzir a tempo uma informação para
ser entregue ao público, da manipulação da notícia, que é produzir com
qualquer outra intenção, mas estão sendo submetidos às críticas dos
telespectadores, dos ouvintes, dos leitores, todos os órgãos de imprensa,
que também podem ser submetidos à crítica por outros órgãos de imprensa. A
imprensa no Brasil, nos tempos heróicos, era um cacete só entre os jornais,
eles brigavam o tempo todo. Isso não dizia que não havia liberdade de
imprensa; dizia que havia liberdade de imprensa.

Então, a crítica a erros da imprensa, a crítica à manipulação que certos
órgãos eventualmente venham a fazer, isso faz parte da disputa política, e a
liberdade de imprensa não está arranhada, quando alguém crítica um órgão ou
outro da imprensa; ao contrário, isso faz parte do ambiente democrático, e
com ele se deve aprender a viver e, se possível, aprender a melhorar.

Eu acho que, se nós formos capazes de entender isso, nós vamos ter mais
vozes se expressando, porque o que se quer não é. Onde tem liberdade de
imprensa se quer mais liberdade de imprensa; onde se tem algumas vozes
falando se quer é mais vozes falando; onde tem opiniões se expressando, no
debate público, se quer é mais opiniões se expressando no debate público;
onde se tem artistas e pessoas do povo, produzindo cultura, o que se quer é
mais artistas e mais gente do povo produzindo cultura. É “mais” e não
“menos” que está em jogo, neste debate sobre o novo marco regulatório.

Então, eu queria, para finalizar, novamente, agradecer a todos os senhores,
agradecer especialmente aos palestrantes que vieram de tão longe aqui, para
nos brindar com a sua experiência. Estou seguro de que ela nos ajudará
muito, ajudará muito, não apenas ao governo, mas a toda a sociedade
brasileira, a travar, de uma forma madura, um debate que já custou muito a
chegar e que precisa ser travado o quanto mais cedo possível.

Programa Bola & Arte com Max B.O. e Juliana Cabral Bloco 1:

Programa Bola & Arte com Max B.O. e Juliana Cabral Bloco 2:





CarlosCarlos fala sobre a Tv dita Pública no Brasil (fim do Manos e Minas)

6 08 2010

 Nesse vídeo do Vlog Bola & Arte, CarlosCarlos fala sobre a falta de uma tv verdadeiramente pública no Brasil, sobre a sua repentina demissão da Tv Cultura quando apresentava o “Programa Novo”, da recente extinção do Programa Manos e Minas da grade da emissora e da necessidade do povo se unir para invadir a tv e conquistar os seus próprios espaços. Até quando ficaremos a mercê de cabeças ocultas da elite escolhendo o que passar pra população???

É essencial que vcs deixem os seus comentários sobre todas essas histórias.








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