A seguir uma reportagem que eu fiz na última sexta-feira, na coletiva de imprensa que a Rede 2 de outubro realizou e onde lançou um manifesto, com a presença de Sidnei Sales, um dos sobreviventes do Massacre do Carandiru, Débora Maria, coordenadora do Movimento Mães de Maio e que teve um filho trabalhador assassinado pelo estado/polícia em maio de 2006 e o Padre Valdir Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária.
A Rede 2 de outubro, que é uma junção de movimentos sociais, está realizando uma semana de atos contra a ditadura que perdura no Brasil e contra a impunidade em relação aos assassinos do estado, que agiram em massacres como o do Carandiru (que completa 20 anos em breve) e os crimes de maio de 2006, por exemplo.
CarlosCarlos Bola & Arte
Segue descrição do vídeo no youtube e o vídeo que foi ao ar no Seu Jornal da TVT:
Relembrando os 20 anos do Massacre do Carandiru, ocorrido no dia 2 de outubro de 1992, movimentos sociais e entidades da Rede Dois de Outubro, entre elas a Pastoral Carcerária e a Mães de Maio, lançaram um manifesto pelo fim dos massacres, mortes violentas e impunidade no país.
Em um golpe de improviso, durante a Marcha da Liberdade 2011, quando estávamos descendo a Consolação, eis que eu encontro o figuraça Padre Quevedo, aquele mesmo que diz: “Demônioss não equisistem, é tudo una mentira!!!”.
Enfim, nós batemos um papo sobre a Marcha e o VídeoBlog Bola & Arte disponibiliza pra vc assistir:
E foi ao ar ontem, dia 23/maio/2011, na TVT – Tv dos Trabalhadores(tvt.org.br) uma vídeorreportagem que eu fiz de duas importantes manifestações: uma foi o ATO DA ANT – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES, movimentação que o Projeto Bola & Arte faz parte e a outra foi a Marcha da Maconha. As duas ocorreram no sábado, debaixo do vão livre do MASP na Avenida Paulista, a primeira iniciou-se as 10hs e a da maconha as 14hs.
A vídeorreportagem foi editada de forma conjunta, algo que eu considero importante, pois acredito que os movimentos sociais devem se unir cada vez mais, vemos muitas ações isoladas, imagine quando se tornar frequente vários movimentos apoiarem a causa de outros e por aí vai… temos que estar juntos.
No caso da parte da Marcha da Maconha, fui bastante prejudicado na edição pois praticamente todas as sonoras/entrevistas que eu realizei tiveram grandes problemas no áudio, logo, não puderam ser utilizadas. Já na parte da ANT, o áudio não apresentou problemas.
Na parte da Marcha da Maconha, eu tive que fazer tudo em OFF (locução) para narrar os acontecimentos, ou seja, tivemos que improvisar por conta dos problemas técnicos. Mas acredito que a essência está lá, não tem muitas imagens do momento que a polícia veio pra cima, mas acredito que a internet já está farta de imagens nesse sentido.
Errata: no fim da matéria eu falo que “no domingo a Paulista virou uma praça de guerra“.. mas na real foi sábado, confundi.. mas também acredito que isso não tenha muita importância… haha.
Espero que vcs curtam e entendam a necessidade e a importância dos movimentos sociais caminharem unidos!!!
Não deixem de deixar seus comentários aqui no blog!!!
Hoje eu fui cobrir pra TVT a MARCHA DA MACONHA, manifestação em prol de chamar a atenção para uma outra discussão em relação a política de drogas no Brasil (mais infos em http://marchadamaconha.org/).
Desde a noite de ontem, conforme foi informado aqui nesse blog, uma liminar proibiu a realização da Marcha, num claro sinal de repressão e da “ditadura democrática” que vivemos em nosso país. Sendo assim, a organização da Marcha mudou o caráter do Ato e ao invés de MARCHA DA MACONHA eles realizaram uma MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
E assim, mesmo com a proibição, muitas pessoas se concentraram debaixo do vão livre doMASP, na Avenida Paulista em São Paulo, entoando cânticos, reivindicando, se manifestando. Os policiais estavam de olho e disseram que tudo o que fizesse alusão a maconha, como cartazes, figuras, gritos, fotos etc,etc seria reprimido. Os manifestantes, precavidos, colocaram fitas crepes em cima das figuras dos cartazes, da palavra “maconha” das camisetas, enfim, qualquer coisa que poderia lhes complicar.
E assim foram as ruas. Instantaneamente o clima começou a ficar realmente tenso e um manifestante foi preso. Ouvi dizer que foi porque este estava distribuindo jornais da MARCHA DA MACONHA. Preso por distribuir jornal???
Daí pra frente a coisa toda só foi piorando e a polícia utilizou de sua truculência habitual, soltando bombas de efeito moral e balas de borracha nos manifestantes. O bicho começou a pegar, o pau começou a comer.
Eu já participei de várias manifestações e já tinha tido contato com as tais bombas, mas dessa vez foi complicado mesmo. No meio da confusão, me vi bem no meio de uma nuvem de fumaça (não de maconha, mas de gás de pimenta) que havia acabado de se soltar no ar e num golpe de buscar fôlego na correria, respirei fundo.. aí pronto: foram minutos de tontura, muitas lágrimas nos olhos, garganta seca e olhos que eram pura pimenta. Essa foi minha história mas todo mundo que estava ali passou por maus bocados.
O saldo disso?? Acredito que seja kilômetros e litros de ignorância despejados por um governo ultra-conservador do Estado de SP, que tem a sua polícia a disposição para reprimir com uma covarde violência o que eles dizem ser “contra a ordem, a moral e os bons costumes”. Parece mesmo que bons costumes pra eles é manter os pobres sempre segregados.
A violência foi extremamente covarde, pois em nenhum momento os manifestantes foram pra cima dos policiais, só o que fizeram foi protestar, gritar, falar, se expressar, mas parece que isso também é proibido aqui em SP. É triste. Estou até agora me recuperando disso tudo, mas ao mesmo tempo penso que É MOMENTO DE AVANÇAR!!! MOVIMENTOS SOCIAIS, UNI-VOS!!! ELES ESTÃO PERDENDO FORÇA E A BABILÔNIA AINDA VAI CAIR!!!
Recebi via twitter um vídeo da repressão policial, coincidentemente eu apareço em várias partes, eu estava vestido com uma camisa xadrez roxa e preta, com uma câmera na mão. Foram nesses momentos que o episódio da bomba aconteceu comigo.
Assistam, tirem suas próprias conclusões e pensem, reflitam, se isso é o que queremos pra nossa sociedade. Deixem suas opiniões aqui no blog que elas são a essência do nosso trabalho.
Segunda-feira vai pro ar a vídeorreportagem que eu gravei pra TVT, e claro, ela será disponibilizada aqui no VídeoBlog Bola & Arte. PAZ NA TERRA.
Mais duas sensacionais charges de Carlos Latuff, a primeira sobre a opressão da polícia contra o povo pobre e a segunda sobre a falácia que é o filme “Tropa de Elite”, onde a classe média e a elite vão ao cinema para “se entreter” vendo pobre sendo torturado. Vale a pena conferir:
Não conheço as charges de Carlos Latuff a muito tempo, mas o pouco tempo que conheço foi suficiente para eu me tornar um admirador de seu trabalho.
Não simplesmente pelos traços e formas desenvolvidos, mas principalmente pelo conteúdo expresso em suas obras, que passa longe daquela zona clássica de conforto de cartunistas do “Jornal da Globo”, por exemplo. É inspirador ver um cara dessa geração comprometido com o que realmente acredita, algo que eu tento fazer no meu trabalho também, assim como outras pessoas que eu conheço. Acredito que em todas as áreas temos que ter pessoas comprometidas com o que vai mais além e é em prol do benefício de todos, não somente de poucos mesquinhos!!!
Todo esse ativismo de Latuff parece que invadiu as manifestações no Egito, suas charges estiveram presentes em vários atos no país, algo que vc pode se informar melhor no post que eu disponibilizo abaixo, extraído do blog “Ópera Mundi” (http://operamundi.uol.com.br). Não deixe de conferir e expressar suas opiniões!!!
CarlosCarlos Bola & Arte
Segue artigo:
No meio da multidão que se aglomerava na Praça Tahrir para pedir a renúncia do então presidente Hosni Mubarak em fevereiro, era possível notar que, enquanto muitos manifestantes carregavam bandeiras ou cartazes com protestos, outros preferiam protestar através de charges. Entre os desenhos mais populares usados pelos egípcios para manifestar sua insatisfação com o regime, estavam diversos trabalhos do cartunista carioca Carlos Latuff.
De origem libanesa, Latuff, de 42 anos, é um autêntico ativista político, que se diferencia em seu meio por dedicar boa parte de sua obra em defesa de diversas causas, tanto no Brasil quanto no exterior – com destaque para os movimentos zapatista e de libertação da Palestina, local o qual afirma manter uma relação especial após visita realizada em 1999.
Carlos Latuff/divulgação
Desde então, o conflito árabe tornou-se tema recorrente em seu trabalho. Após o Egito,continua a acompanhar os protestos nos demais países da região. Seu trabalho pode ser encontrado no http://twitpic.com/photos/CarlosLatuff.
Polêmico, já teve de prestar depoimentos em delegacias por fazer desenhos alusivos à violência e corrupção policiais no Rio de Janeiro e também foi muitas vezes acusado de antissemitismo.
Seus trabalhos estão espalhados por todo o mundo e, durante as revoltas no mundo árabe, foram divulgadas em diversas mídias da região. Em entrevista ao Opera Mundi, Latuff contou como seus desenhos chegaram às mãos dos manifestantes e qual deve ser o papel do processo artístico voltado ao ativismo.
Carlos Latuff/divulgação Uma das charges de Latuff publicada em jornais árabes (acima à esquerda)
Como seus trabalhos foram parar na mãos dos manifestantes no Cairo? Dois dias antes das manifestações que derrubaram Hosni Mubarak, fui contatado via Twitter por ativistas egípcios, que já conheciam meu trabalho artístico em favor dos palestinos e que desejavam que eu desenhasse sobre o levante que se organizava. A princípio fiz cinco charges.
Ao ver fotos de agências de notícias internacionais e internautas, mostrando manifestantes nas ruas empunhando cartazes com as charges, não parei mais de desenhar até a queda de Mubarak.
CarlosLatuff/divulgação
Qual o alcance e a influência do “ativismo artístico” em um processo de mudança social e política de uma determinada região? Como você acha que seu trabalho e os de outros cartunistas podem contribuir para uma causa como essa? A charge consegue expressar, com poucas ou nenhuma palavra, um sentimento. No caso dos manifestantes, uma revolta, que estava atravessada na garganta do povo. A charge condensa todo um discurso, toda uma situação, como se diz em inglês, “in a nutshell”.
Quando a charge é impressa por manifestantes e exibida nas ruas, ela assume o mesmo papel de um coquetel molotov, de uma bandeira ou faixa. Ela se torna um instrumento. Ciente desse papel da charge, os artistas deveriam se colocar a serviço das causas sociais, oferecendo seu traço aos que o utilizarão como uma ferramenta.
Carlos Latuff/divulgação
Como esses protestos podem influenciar na questão palestina? Torço pra que estes levantes possam também se estender à Autoridade Palestina. A administração Abbas mostrou-se particularmente corrupta ao negociar com Israel territórios palestinos para a construção de assentamentos judeus, como revelam os “Palestine Papers” recentemente divulgados pelo Guardian e a Al Jazeera.
Essas manifestações contribuem para mudar o estigma e o preconceito que gira em torno da população árabe e muçulmana, muitas vezes vista como defensoras de causas consideradas extremistas? Parafraseando Edward Said, o que sabemos do Oriente foi inventado pelo Ocidente. Termos como “fundamentalismo” e “extremismo” são utilizados largamente por veículos de imprensa ocidentais de maneira leviana e muitas vezes, ignorante.
Tais expressões nunca são utilizadas quando Israel, por exemplo, despeja bombas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano. Portanto, o que o Ocidente pensa a respeito da luta dos povos no Oriente Médio é irrelevante. A mídia ladra e a caravana passa.
Carlos Latuff/divulgação
Você considera que a internet é hoje em dia uma ferramenta fundamental para o ativismo político? Sem dúvida. Nunca fez tanto sentido a máxima “Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa”, do Rappa.
Como essa revolução tem inspirado seu trabalho? A possibilidade de fazer parte, mesmo que à distância, destes movimentos históricos, através da arte que, uma hora está na minha mesa, na outra já corre o mundo, é algo que nunca imaginei na vida. É certamente inspirador.
Salve!!! E a luta contra o aumento da passagem de busão continua!!! Não vamos parar enquanto a situação não for resolvida!!!
A primeira etapa é baixar a tarifa, ou seja, não deixar o valor absurdo de 3,00 reais perdurar!!! Depois temos muito mais trabalho, tentando reverter esse transporte dito “público” na cidade de SP, que nada mais é do que mera mercadoria… os empresários aumentam a passagem sem nenhuma justificativa convincente (a frota não aumenta, o serviço não melhora), não apresentam planilhas que expliquem alguma coisa e ainda por cima não dizem pra onde vai o dinheiro… para o bolso deles é claro!!!
O mais louco nesse sociedade insana em que vivemos, é que quem custeia e sustenta a famílias desses ricos empresários metidos a marajás, é justamente a parcela mais pobre da população!!!! Somos maioria, não podemos deixar isso acontecer!!! A PRESSÃO POPULAR é o caminho mais seguro de que as coisas realmente podem mudar!!! Acredito naquela antiga frase: “O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!!! Que assim seja.
E HOJE TEM MAIS UM ATO CONTRA A TARIFA, COMPAREÇA, FIQUE POR DENTRO DAS INFORMAÇÕES:
Quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 – das 17 as 20hs
Concentração em frente a Prefeitura (Praça do Patriarca, metrô Anhangabaú)
A passagem de ônibus em São Paulo atingiu neste começo de janeiro o absurdo patamar de R$ 3,00 – a mais cara do Brasil. Não há como ficar calado frente a um aumento muito superior à inflação, que ocorre apenas um ano depois do último e em benefício exclusivo dos empresários do setor.
Cinco grandes manifestações, com milhares de pessoas já foram às ruas. No primeiro, a polícia reprimiu os mil manifestantes que caminhavam pacificam…ente. Não nos calamos: nas semanas seguintes, sucessivos atos reuniram em média cerca de 4 mil pessoas. No último, mais de 3 mil manifestantes invadiram o Terminal Pq. D. Pedro, o maior da América Latina, após caminhar pelo centro, tudo pacificamente. Ao terminar na Prefeitura, o ato tinha mais que três vezes o tamanho original.
O movimento não pára de ganhar força! E agora que voltam as aulas, podemos levar ainda mais estudantes para as ruas. Atue contra o aumento em seu colégio! Nos últimos anos, Florianópolis, Vitória, Ouro Preto e, na última semana, Porto Velho barraram seus aumentos. Repetiremos o feito por aqui!
Na próxima quinta, já vamos nos reunir na frente da Prefetura. Exigindo do Kassab a revogação desse aumento! E faremos muito barulho por lá!!!
Anteontem postei aqui no Vlog sobre a injustiça e a discriminação que seguranças do Banco do Brasil (agência da Rua Rego Freitas) e um policial militar fizeram contra James Banthu, poeta e ativista cultural. Uma tristeza, é realmente triste constatar que a DITADURA AINDA NÃO ACABOU, mas por outro lado é importante para ficarmos alertas e termos consciência de que a luta está apenas começando!!!
Ontem um pessoal se solidarizou com o Banthu e foi até a agência protestar… eu só não fui pois tinha um compromisso marcado na mesma hora… mas pra mostrar que podemos tirar forças do episódio, parabenizo esse pessoal que se dispôs a ir até lá e mostrar que não estamos conformados e muito menos calados.. muito axé pra todos!!!
A seguir reproduzo texto sobre o ato de protesto, extraído do blog http://mjiba.blogspot.com, de Elizandra Souza e mais abaixo um vídeo disponibilizado nos comentários do post que fiz sobre o Banthu, de um pessoal do Rio que realizou uma “experiência” interessante: fez entrar num banco um cara branco e um cara negro, com a mesma mochila, observem como as coisas se sucederam, pra provar que o Banthu tem toda a razão no ocorrido…
Segue:
Hoje (10/Fev/2011) realizamos um ato político na agência bancária para que o cheque fosse descontado, mas que a Agência Bancária visse que não é normal este ato discriminatório. James entrou na Agência acompanhado pelo advogado Ibraim e por dois correntistas do Banco do Brasil, entre eles o Júnior do Circulo Palmarino. Entrou apenas com o RG e o cheque e deixou sua mochila com seus amigos na porta do Banco. Um policial que estava a paisana, mostrou seu distintivo aos seguranças do Banco e entrou armado dentro da instituição, sendo que a porta nem apitou. Debora Marçal tentou fazer a mesma coisa, entrar com a sua bolsa, mas automaticamente foi barrada. O advogado Ibraim entrou portando celular e chaves, mas a porta não barrou. Resumindo, James descontou o cheque e foi aplaudido por seus amigos, coletivos culturais presentes e ativistas dos Direitos Humanos. E a gerente da agência disse várias vezes que o Banco só fez o seu procedimento normal. NORMAL???? Próximo passo serão medidas judiciais. O caso já foi registrado no:
DECRADI – DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à Estação Luz do metrô) das 9h às 19h (11) 3311-3985
A seguir disponibilizo um texto extraído do blog do jornalista Cosme Rimoli (http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/), que fala sobre a segregação que cada vez mais está indo para dentro dos estádios brasileiros, e que com a Copa do Mundo no Brasil, tende a invadir de vez.
Conforme já foi postado algumas vezes por aqui, a pouco foi criada a ANT – Associação Nacional dos Torcedores, que luta justamente contra anos e anos de abuso contra o torcedor (que aliás é quem sempre sustentou o futebol) e contra esse afastamento do torcedor pobre dos estádios. A sociedade brasileira como um todo já tem tendências elitistas em todos os seus setores, mas expulsar o torcedor sem condições financeiras elevadas dos estádios, aí é covardia.
No texto Cosme se pronuncia sobre os ingressos com valores altíssimos do último jogo do Fluminense no Campeonato Brasileiro, cadê uma regulamentação para que os clubes não possam aumentar os preços na hora que eles bem entenderem??? Como vcs sabem, sou santista e já tive que pagar muito mais caro nas vezes que o Santos esteve nas finais ou semifinais. E pra completar, sempre com longas filas de espera e desorganização total, é um absurdo como todos os anos acontecem as mesmas atrocidades de abuso contra os torcedores.
No próximo fim-de-semana, na última rodada do Brasileiro, acontece o DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A ELITIZAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO, no dia 5 de dezembro, domingo, os integrantes da ANT, entre eles o Projeto/Programa Bola & Arte, estarão presentes nos estádios reivindicando seus direitos. Quer fazer parte?? Se informem no sítio: torcedores.org – VAMOS FICAR PARADOS OU VAMOS NOS MOBILIZAR PELOS NOSSOS DIREITOS?????
O texto a seguir é bem escrito e tem sentimento, leiam:
OS DIRIGENTES DESCOBRIRAM COMO EXPULSAR OS POBRES DOS ESTÁDIOS NO BRASIL. COBRANDO CADA VEZ MAIS CARO. É A VITÓRIA DA SEGREGAÇÃO…
Por Cosme Rimoli
Há um movimento de elitização dos torcedores nos estádios brasileiros.
É algo velado.
A segregação é silenciosa.
Ninguém faz propaganda.
Os dirigentes só conversam entre eles.
Não gostam de expor a crueldade da situação.
Mas a equação é clara, explícita.
Os dirigentes querem se livrar dos pobres, das classes C e D dos estádios.
De acordo com quem comanda os clubes, são essas pessoas que brigam, levam a violência aos estádios.
E a melhor maneira de deixá-los longe, bem longe dos gramados é uma só.
Aumentar e muito o preço dos ingressos.
Tornar inviável, por exemplo, para quem ganha um ou dois salários mínimos.
Nas reformas dos estádios para a Copa ou na construção de novos não haverá os lugares mais populares.
A geral não existirá mais.
A decisão é tornar a ida para o estádio tão caro ou até mais do que ir para o teatro.
E isso vale para qualquer clube.
O que a diretoria do Fluminense fez com seus torcedores é absurdo.
Se eles quiserem torcer, apoiar na tentativa de fazer a equipe campeã terão de pagar caro.
Há ingressos no Engenhão que são 150% mais caros.
Revoltante.
Os ingressos custam R$ 60, R$ 80 e R$ 150.
Torcedores apaixonados pelo Fluminense acamparam por três dias para comprar suas entradas.
O Corinthians cobrou na área Vip do Pacaembu nada menos do que R$ 650 nesta Libertadores.
Esta tendência de aumento dos preços não vai cair.
Pelo contrário.
Só vai aumentar.
Para os dirigentes a população rica não ia aos estádios com medo da violência.
Sem os pobres, os ricos passarão a ir e gastar.
As classes A e B poderão frequentar restaurantes de luxo e pagar por poltronas confortáveis.
O proletariado, não.
A situação é triste, provoca repulsa, mas é irreversível.
Essa revolução atingirá em cheio a Copa do Mundo.
A previsão no Brasil é de que os ingressos custem cerca de R$ 500 na fase de grupos e até R$ 1.500 na final.
Por conta de tudo o que está rolando no Rio de Janeiro, lembrei da música “ZeroVinteUm”, da extinta banda Planet Hemp, que fazia parte do álbum “Os cães ladram mas a caravana não para”, gravado em meados de 96 e lançado em 1997.
É impressionante como a 14 anos atrás os caras fizeram uma letra que continua servindo perfeitamente para a situação no Rio de Janeiro hoje em dia.. tem tão a ver, que eu preferi escolher um vídeo do YouTube só com áudio e uma imagem fixa, para que vcs possam refletir bem no que as palavras dizem.
Em 96 também foi o ano que fundei a primeira banda da minha vida, o “Banzais”, a gente tocava um rapcore (rap com rock) e eu tinha 16 anos. As letras eram todas minhas com uma ou outra parceria em alguma música. Além disso, tocávamos alguns “covers”, como “CocoDub”, do Chico Science e Nação Zumbi, “Mó treta”, do Thaíde & Dj Hum e a própria “ZeroVinteUm”, do Planet.
Planet Hemp foi a minha banda preferida na adolescência com certeza. As letras com cunho social e a pegada rapcore me empolgavam bastante. Me lembro de um show deles que fui, no Olímpia, em 1996, quando a banda ainda não era tão conhecida, que tinha polícia pra todo lado, todo mundo que foi naquele show foi enquadrado!!!
Hoje, anos depois, continuo ouvindo o som do B Negão e do Black Alien, dois caras que eu conheço e já participaram do Programa Bola & Arte.
Mas enfim, reflitam nesse som comparando com a atual situação do Rio de Janeiro, mais abaixo eu disponibilizo a versão escrita da letra, abs,
CarlosCarlos Bola & Arte
Segue a letra da música “ZeroVinteUm”:
Rio, cidade-desespero, a vida é boa mas só vive quem não tem medo
Olho aberto, malandragem não tem dó
Rio de Janeiro, cidade hardcore
E arrastão na praia não tem problema algum, chacina de menores aqui, 021
Polícia, cocaína, Comando Vermelho, Sarajevo é brincadeira, aqui é o Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, demorô, é agora, pra se virar tem que aprender na rua o que não se aprende na escola
Segurança é subjetiva, melhor ficar com um olho no padre e outro na missa
Situações acontecem sobre um calor inominável, beleza convive lado a lado com um dia-dia miserável
Mas mesmo assim, não troco por lugar algum, já disse: “esse é o meu lar. Aqui, 021″
Cuidado pra não se queimar na praia do arrastão… É… Rio de Janeiro
A cidade é maravilhosa mas se liga, mermão… É…Rio de Janeiro
Aqui fazem sua segurança assasinando menor… É…Rio de Janeiro
Então fica de olho aberto malandragem não tem dó… É…Rio de Janeiro
É muito fácil falar de coisas tão belas, de frente pro mar, mas de costas pra favela
De lá de cima é que se vê o enorme mar de sangue, chacinas brutais, porradas de gangue
O Pão de Açúcar de lá, o diabo amassou, esse é o Rio e se você não conhece, bacana, tome cuidado..
As aparências enganam, aqui a lei do silêncio fala mais alto
Te calam por bem ou vai pro mato
Mas de repente invadem a minha área, todos fardados, eu tô ficando loco, ou tem alguma coisa errada?
Brincando com a vida do povo, então se liga na parada
Porque hoje ninguém sabe, ninguém viu, um dia alguns se cansam e “pow!”, guerra civil
Pois como diz o ditado, quando um não quer dois não brigam mas já que cê tá pedindo, segura a ira
Porque a cabeça é fria, mas o sangue não é de barata
Esse é o Rio, mermão, veneno da lata.
How how how, faz o Papai Noel
Pow pow pow e nego não vai pro céu
Digo “V” de veneta, lírica bereta, Black Alien e família, soem as trombetas
Tomando de assalto a cidade que brilha
Mãos ao alto, vamos dançar a quadrilha
288 é formação de quadrilha Nome: Gustavo Ribeiro, a descrição do elemento, primeiro é o olho vermelho, na mente, no momento..
Como diz o Bispo, eu sou artista, esse é meu lixo
Acesso ao som, restrito aos peritos
O dialeto se dito é um perigo, amigo
Para o consumo da alma sem abrigo, o ritmo e a raiva, a raiva e o ritmo
E sobre o abismo, sem (?) eu cismo, com o auxílio eu toco o sino, Bum! Blim! Blim!
Cuidado pra não se queimar na praia do arrastão… É… Rio de Janeiro
A cidade é maravilhosa mas se liga, mermão… É…Rio de Janeiro
Aqui fazem sua segurança assasinando menor… É…Rio de Janeiro
Então fica de olho aberto malandragem não tem dó… É…Rio de Janeiro
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