MARCHA DA MACONHA PROIBIDA EM SÃO PAULO.. COMO ASSIM???

21 05 2011

Agora a noite fiquei sabendo da proibição da “Marcha da Maconha” em SP, e o sentimento que vem é: Como assim??? É difícil entender os motivos, são os mais esdrúxulos possíveis, e vem com uma carga de hipocrisia pesada em sua bagagem.

Direito a liberdade de expressão é o básico que todo cidadão deve ter. Ninguém pode ser cerceado a não se manifestar a sombra de ameaças de prisão e de violência policial. É fato que somos cerceados cotidianamente, seja pelo chefe, seja pelo sistema, pelo governo ou pelo patronato com suas regras instituídas.

Parece que o que seria uma marcha em prol da quebra de leis arcaicas que proíbem sem nem saber porque, agora virou uma manifestação em prol da liberdade de expressão, algo que faz muito sentido e foi bem pensado pelos organizadores.

É triste constatar mais um ato da tal “ditadura democrática” que vivemos hoje em dia.

A seguir disponibilizo um texto do escritor Xico Sá sobre essas proibições e mais abaixo informes sobre o cancelamento.

Extraído do blog do Xico Sá na Folha (http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/):

O que pega no fim-de-semana e o caretismo de SP

Ou o bafo do finde, como diriam os mais moderninhos com poder de síntese.  Ou ainda Onde o bicho pega, Onde a porca torce o rabo, já diria um macho-roots, um verdadeiro jurubeba-man. Com apoio do Capitão Presença, anti-herói que ilustra esta bagaça.

Na estreia da dica caliente fora das agendas oficiais e guias midiáticos, recomendamos o protesto-cabeça da Marcha da Maconha. Neste sábado e domingo a passeata pela legalização acontece em várias capitais do país.Veja aqui o serviço completo.

No Recife, por exemplo, cidade que já esteve sob o domínio holandês, a Justiça foi sensata e liberou geral, no problem!, pelo direito sagrado e legítimo da liberdade de expressão. Em SP, liminares (decisões jurídicas provisórias) haviam sido lavradas para garantir a realização da passeata e livrar os manifestantes do xilindró.

Qual o quê!

A alegria de véspera durou pouco. Outros homens de toga revisaram a parada. Agora está proibida mesmo a marcha, repare o absurdo. Os organizadores prometem, para a tarde deste sábado, no mesmo vão do Masp, um protesto do protesto do protesto. Pela liberdade de expressão, pela maconha e contra a caretice de SP.

É, prezado amigo, estimada rapariga, a cidade vanguardista do velho Oswald de Andrade vive o seu pior momento. Tudo aqui é proibido. Viramos a vanguarda do atraso. Vade retro. O espírito de Kassab, esta espécie de Jânio Quadros sem álcool, tomou conta de tudo.

Com fome de viver e muita decência na larica, protestem na buena onda, rapaziada guerreira e velhos e gloriosos maconheiros das antigas. Paz, humor e ironia para desarmar os homens da lei!

E você, amigo(a), qual a dica da sua cidade ficou de fora dos guias convencionais? Pendure aí na cortiça dos comentários e chame el pueblo! Vale desde um show da banda do amigo a um baile de debutante.


E AGORA INFORMES EXTRAÍDOS DO LINQUE (http://noticias.uol.com.br):


Após a Justiça proibir a realização da Marcha da Maconha em São Paulo, os organizadores decidiram substituir o protesto por um ato em defesa da liberdade de expressão. O horário e o local  –no sábado, a partir de 14h, no vão do Masp– foram mantidos, mas em vez de pedirem a legalização da droga, os manifestantes vão usar mordaças, narizes de palhaço e roupa preta para criticar a decisão judicial.

A divulgação da mudança no teor do ato está sendo feita por Facebook, Twitter e outras redes sociais, além da distribuição de panfletos. A alteração na proposta será apreciada amanhã, antes do protesto, pelos ativistas que estiverem na avenida Paulista. “Vamos estar no Masp para mostrar o nosso completo desacordo com a decisão da Justiça de São Paulo. Mas nossa decisão [de mudar a proposta do ato] precisa ser submetida às pessoas que vão estar lá amanhã”, afirmou Júlio Delmanto, 25, organizador do evento.

NO TWITTER

  • Mensagem da organização da marcha no Twitter após a proibição

A decisão da proibição foi tomada pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. No final de abril, um grupo de 17 pessoas havia conseguido na Justiça a liberação para participar do evento, mas a decisão foi revertida hoje, a menos de 20 horas do protesto, após pedido do Ministério Público. No último dia 7, três jovens foram detidos enquanto divulgavam a marcha.

Na decisão judicial, o relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, afirmou que a marcha seria um ato de uso coletivo de maconha e incentivaria o tráfico de drogas. “O evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas.”

A proibição da marcha em São Paulo tem sido recorrente desde a década passada. Neste ano, a Justiça proibiu a realização da marcha em Belo Horizonte, Curitiba e em outras capitais. Entre maio e julho, a organização da marcha convocou cerca de 20 protestos nas principais cidades do país.

Relação com a PM

Segundo Delmanto, o comando da Polícia Militar se reuniu hoje (20), antes da decisão judicial, com os organizadores. No encontro –o primeiro na história entre a organização da marcha e a PM–, os policiais afirmaram, de acordo com o ativista, que não iriam coibir o ato e que fariam a segurança dos manifestantes. Com a proibição, Delmanto aposta no diálogo com a polícia para evitar um possível confronto.

“Já somos um setor estigmatizado pela sociedade. O pior para nós seria um confronto com a polícia. O que estamos avaliando é que qualquer decisão tomada amanhã será em comum acordo com a PM. Acho que não terá confusão, porque há uma disposição mútua da polícia e dos organizadores de não criar problemas”, diz o ativista.

NO FACEBOOK

  • Mensagem que está circulando no Facebook propondo a marcha por liberdade de expressão

A expectativa da organização era reunir entre 1.500 e 2.000 manifestantes, mas, com a proibição, a projeção é que o número seja menor. De acordo com Delmanto, a organização irá levar centenas de narizes de palhaços, mordaças e cartazes com mensagens contra a censura. “Eles proibiram o evento na véspera, sendo que o ato está marcado há meses”, diz o manifestante.

“Nos proibiram de protestar no mesmo lugar em que semanas atrás um grupo de neonazistas teve proteção policial para se manifestarem”, afirma Delmanto, em referência ao ato realizado em 9 de abril, no Masp, por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).



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2 responses

27 05 2011
ZéEdu

Marcha em prol de TODA E QUALQUER droga deve ser proibida sim. Até se for a marcha do cataflan, da neosaldina, da merda que for.

E isso não é ser careta, e muito menos é ditadura. É bom senso.

Policia exagerou? Não há dúvidas.
Assim como não há duvidas da cretinice de uma marcha em prol de um entorpecente.

E ainda me chamam de Mainardi.
É piada…

27 05 2011
MAURICIO

SEU BONECO DO SISTEMA…
VC TEM TODO O DIREITO DE SER CONTRA, DE NÃO GOSTAR, DE ACHAR QUE QUEM É A FAVOR É OTÁRIO, MAS NINGUEM PODE PROIBIR UM GRUPO DE PESSOAS A SE MANIFESTAR PELA DISCUSSÃO DA DISCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA!
ESSA HISTÓRIA É ANTIGA E PERIGOSA… JÁ VIMOS ESSE TIPO DE REPRESSÃO ANTES, O PLANETA É DE TODOS, E DEVEMOS TER O DIREITO DE NOS MANIFESTARMOS SOBRA ALGO QUE ACHAMOS JUSTO. RESPEITO SUA DISCORDÂNCIA, ASSIM COMO VC DEVE RESPEITAR NOSSA IDÉIA.

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