OCUPAÇÃO DA RUA MAUÁ, NO CENTRO DE SP, AMEAÇADA DE DESPEJO

3 05 2012

A ocupação da Rua Mauá, no centro da cidade de SP, está ameaçada de sofrer uma reintegração de posse violenta, algo cada vez mais usual na política higienista das administrações atuais da Prefeitura e do Governo do Estado de SP.

O temor e a apreensão é grande por parte das famílias locais, pessoas que simplesmente querem uma moradia digna para viver com dignidade e o mínimo de tranquilidade.

A seguir eu disponibilizo a Carta aberta da Comunidade Mauá e um vídeo com um apelo da Ivaneti Araújo, militante pelo direito à moradia digna, que fala em nome de todos ocupantes atuais da Comunidade Mauá.

LUTEMOS COM ELES!!!

Segue:

O Edifício Mauá, na região da Luz, Centro de São Paulo, ficou abandonado por 17 anos, quando foi ocupado em 2007 e hoje abriga 237 famílias. 

O grupo já apresentou ao governo em Brasília um estudo detalhado de viabilidade de transformar o prédio em uma HIS – Habitação de Interesse Social, previsto dentro do Projeto Nova Luz. Mas o que está acontecendo, na realidade, é o contrário. 

Faltando apenas 5 dias para o quinto aniversário da ocupação, o que daria o direito de permanência dos habitantes da Mauá, foi deferida uma liminar para reintegração de posse em favor dos proprietários, que não pagam o IPTU do prédio desde 1973, acumulando uma dívida de quase R$ 2,5 milhões.

Desde o dia 20 de março, os moradores da ocupação Mauá convivem com o risco de serem expulsos a qualquer momento, e como bem frisa a liminar, está autorizada a prática do “arrombamento e uso de força policial”. 

As famílias que moram na ocupação trabalham na região central e suas 180 crianças frequentam escolas e creches próximas. Ocuparam o prédio, tiraram o lixo acumulado por anos de desuso, transformaram um local abandonado em moradia, impediram sua demolição pelo projeto Nova Luz e pagaram pelo estudo de viabilidade. Estão defendendo seu direito à moradia. Agora a polícia pode transformá-las em mais uma ação de “limpeza” do Centro, conquistado quarteirão por quarteirão pela especulação imobiliária.

“Não queremos, não podemos e não devemos continuar sofrendo. Que as atrocidades praticadas pelo poder público em Pinheirinho não se tornem cenas do nosso cotidiano. Que a força e coragem dos moradores de Pinheirinho nos sirvam de exemplo.
Todos aqueles que almejam um mundo mais humano, juntem-se a nossa luta.” (Carta aberta da Comunidade Mauá)

Segue vídeo:


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