NOTA DE PESAR DAS MÃES DE MAIO FRENTE AOS RECENTES ASSASSINATOS EM SP: DESMILITARIZAÇÃO JÁ!!!

8 08 2013
familia morta

PRECISAMOS DESMILITARIZAR URGENTEMENTE A VIDA PRESENTE, E O FUTURO NO BRASIL!

Nota de Pesar e Profunda Reflexão das Mães de Maio frente aos recentes acontecimentos em São Paulo:

INDEPENDENTE DO RESPONSÁVEL E MOTIVAÇÕES DESSES ASSASSINATOS, NOS SOLIDARIZAMOS C/ A FAMÍLIA E AMIG@S DAS VÍTIMAS!

Conforme escrevemos desde ontem: Mãe é Mãe; Família é Família; Ser Humano é Ser Humano em Qualquer Lugar, Entendeu?!

Nossos Sentimentos e Solidariedade a Tod@s Familiares e Amig@s da família dos policiais militares assassinados na última madrugada no bairro da Brasilândia, periferia norte de São Paulo! Força e Paz!

Independente de quem tenha sido o responsável pelas mortes violentíssimas, e quais tenham sido suas reais motivações, quaisquer que tenham sido, elas deveriam chamar atenção de TOD@S NÓS BRASILEIR@S para a sociedade doente que produz tais chacinas. Tenham sido elas motivações pessoais de uma criança criada em ambiente militarizado, somente se muito doente psiquicamente para (em suposição) ter feito isso contra a própria família e contra si mesmo; tenham sido elas qualquer tipo de vingança alheia, retaliação ou acerto de conta de terceiros, enfim, todas as alternativas são reveladoras de uma sociedade brutal e doentia, capaz de produzir tamanha barbárie como rotina.

Atualmente no Brasil, como revelou pesquisa recentíssima do IPEA, são cerca de 57.000 homicídios por ano! Isto, ainda, sem contar casos frequentes de desaparecimentos e ocultações de cadáveres (como os Amarildos nossos de todos os dias), o quê pode facilmente elevar esta cifra para próxima a 60.000 HOMICÍDIOS ANUAIS. A “matemática na prática” desta democracia de chacinas do Brasil chega, portanto, aos terríveis números de 5.000 ASSASSINATOS POR MÊS; 164 HOMICÍDIOS POR DIA no país! Números frios incapazes de traduzir toda a beleza e a potencialidade dos corpos, dos sentimentos, das trajetórias e sonhos ceifados precocemente, destruindo junto a vida de familiares e entes queridos de todas as vítimas Brasil afora, como ocorreu com muitas de nós.

A imensa maioria dessas pessoas assassinadas no país, tão seres humanos como a família de policiais militares dilacerada nesta semana, porém, continua sendo formada por pessoas Pobres, Pretas e Periféricas – muitas invisíveis para a tal opinião pública. Grande parte delas assassinadas, inclusive, por agentes violentos do estado e grupos paramilitares de extermínio ligados direta ou indiretamente à mesma polícia militar da qual fazia parte o casal de policiais assassinado esta semana. Via de regra, policiais oriundos da mesma classe social das pessoas que são oprimidas por eles mesmos, muitas vezes vizinhos dentro de suas comunidades humildes. Toda uma enorme população, da qual nós e nosso movimento faz parte, que no entanto não tem merecido a mesma atenção, o mesmo respeito e a mesma solidariedade que a família de policiais hoje recebe de várias partes, incluindo nossa parte. 

Não existe pena de morte no Brasil, e o país não poderia continuar sendo dividido entre classes de humanos não-descartáveis contra os “rapazes comuns” “suspeitos por natureza”, extermináveis.

Todas, sem exceção, sejam intocáveis ou massacráveis, doentes e vítimas históricas de uma sociedade dominada pelo dinheiro, pela opressão, pelas armas, e pela militarização total. O capitalismo cobrando o seu pior preço, todos os dias. 

Até quando, porém, insistirão na lógica da mais-violência como resposta a cada novo caso desses? Quando vai acabar a democradura militar no Brasil?

#CadeOAmarildo
#QuemMatouRicardo
#DesmilitarizaçãoDasVidas
#DesmilitarizaçãoDasPolícias
#DesmilitarizaçãoDasPerspectivas
#MemóriaVerdadeJustiçaReparaçãoPAZ


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2 responses

8 08 2013
Orlando

A mentira tem pernas curtas. Um dia,a verdade virá ä tona. Deus é fiel.

8 08 2013
Monique

Os marginais são eles!!!! A polícia no Brasil é muito mais criminosa,do que a maioria dos traficantes, assassinos e estupradores presos… Pois a polícia comete todos esses crimes, em proporção muito maior, e nada acontece! Se foio menino que matou a família, não me surpreendo, afinal os familiares disseram que o sonho dele era ser policial da ROTA, tinha ate farda igual e tudo… Foi criado neste ambiente militar e doentio, se tornou outro assassino…. E na minha opinião, melhor que tenha matado a família (que sabemos que devia ser assassina de muitos) e se matado depois, do que ter crescido e se tornado o tal policial que sonhava, pois provavelmente viria a matar muitos mais… A família ensinou que matar era normal, ele praticou com os próprios (para mim, ação e reação). Dois atuais assassinos a menos, e um futuro assassino a menos para o Brasil. Me desculpem quem não compartilha da mesma opinião, mas para mim o saldo foi positivo, não importa as circunstâncias do crime, diminuiu o número de “bandidos” no meu país, e para mim, quanto menos policiais, melhor! Eles são treinados para defender o sistema, matar quem bem entenderem, principalmente negros e pobres… Estes e todos policiais, para mim, não fazem e nem farão falta. “Guardar e proteger” é o que menos fazem mesmo… Ainda sigo com o raciocínio da música Veraneio Vascaína, que nesse caso do filho de policiais, que sonhava ser policial e fez o favor de matar os pais e se matar, segue demonstrando ser muito atual: “pobre quando nasce com instinto assassino, sabe o que vai ser desde menino…” e “assassinos armados, uniformizados”… Muito obrigada, Marcelinho… Você fez um favor a si mesmo e aos brasileiros, principalmente pobres, negros e favelados.

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