ESTADO BRASILEIRO USOU BOMBAS DE NAPALM CONTRA MILITANTES E MORADORES DO VALE DO RIBEIRA

28 08 2014

Por CarlosCarlos

A Comissão da Verdade, seja ela em âmbito Estadual ou Federal, só está mostrando o que quem tem o mínimo de consciência já sabe: as milhares de arbitrariedades e crimes contra a humanidade praticados pelo Estado brasileiro e seus militares fascistas (pelo fim da lei da Anistia já!!! Punição a todos eles!).

Na reportagem a seguir, que foi ao ar pela TVT, eu acompanhei uma sessão da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva realizada na Alesp – Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que esclareceu fatos sobre a “Operação Registro”, ação realizada pelo Estado / Forças Armadas do Brasil em que bombas de Napalm foram lançadas sobre integrantes da Luta Armada e moradores do Vale do Ribeira em 1970. Até hoje os povos tradicionais da região sofrem com muita repressão da Polícia e grilagem de terras.





MAIS UM DOCUMENTÁRIO DO DOCVOZES: “CERCO”, SOBRE O SEGUNDO ATO CONTRA A COPA EM SP

14 03 2014

Por CarlosCarlos

Mais um documentário do DocVozes, agora no segundo ATO contra a Copa no Brasil.

O doc é intitulado de “Cerco”, por conta do cerco policial efetuado sobre os manifestantes, mesmo sem haver nenhum princípio de confusão, nada. Mais de 250 presos meramente por se manifestar nas ruas. É a ditadura do presente ou a democradura, você escolhe.

Assistam:





MATÉRIA DE CARLOSCARLOS NA COLETIVA DE IMPRENSA DA REDE 2 DE OUTUBRO: UM SOBREVIVENTE DO MASSACRE DO CARANDIRU ESTEVE PRESENTE

30 09 2012

A seguir uma reportagem que eu fiz na última sexta-feira, na coletiva de imprensa que a Rede 2 de outubro realizou e onde lançou um manifesto, com a presença de Sidnei Sales, um dos sobreviventes do Massacre do Carandiru, Débora Maria, coordenadora do Movimento Mães de Maio e que teve um filho trabalhador assassinado pelo estado/polícia em maio de 2006 e o Padre Valdir Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária.

A Rede 2 de outubro, que é uma junção de movimentos sociais, está realizando uma semana de atos contra a ditadura que perdura no Brasil e contra a impunidade em relação aos assassinos do estado, que agiram em massacres como o do Carandiru (que completa 20 anos em breve) e os crimes de maio de 2006, por exemplo.

CarlosCarlos Bola & Arte

Segue descrição do vídeo no youtube e o vídeo que foi ao ar no Seu Jornal da TVT:

Relembrando os 20 anos do Massacre do Carandiru, ocorrido no dia 2 de outubro de 1992, movimentos sociais e entidades da Rede Dois de Outubro, entre elas a Pastoral Carcerária e a Mães de Maio, lançaram um manifesto pelo fim dos massacres, mortes violentas e impunidade no país.





OMB/ORDEM DE CÚ É ROLA!!!!!

3 08 2011

Eu não conheço bem a OMB – ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL, mas posso garantir que o que ouvi até hoje sobre ela não foram coisas nada boas. Já me falaram sobre isso desde camaradas músicos como eu, até uma letra e música da banda Mundo Livre S/A, escrita pelo Fred 04. Faço minhas as palavras dele: “Quem precisa de ordem… pra escrever, pra cantar, pra viver, pra amar???”.

A “ordem” e o “progresso” estão escritas na bandeira brasileira desde que eu nasci, talvez mais uma prova de que não precisamos dessa talordem que “eles” sugerem. E como dizia meu velho amigo Raul dos Santos Seixas: “Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado se quiser voar…”. Tá na hora disso cair.

Segue post do site do Galldino (http://www.galldino.com), da banda O Teatro Mágico sobre boas notícias em relação a OMB (prima-direta do ECAD):

Por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta segunda-feira (1º) que o músico não precisa ter registro em entidade de classe para exercer sua profissão.

Os ministros julgaram o caso de um músico de Santa Catarina que foi à Justiça ao alegar que, em seu Estado, ele só poderia atuar profissionalmente se fosse vinculado à Ordem de Músicos do Brasil.

Em diversos locais do Brasil, músicos são obrigados a apresentar documento de músico profissional — a “carteirinha de músico” — para poder se apresentar.

A decisão vale apenas para o caso específico, mas ficou decidido que os ministros poderão decidir sozinhos pedidos semelhantes que chegarem ao tribunal. Ou seja, se o registro continuar a ser cobrado, será revertido quando chegar no tribunal.

Para a ministra Ellen Gracie, relatora da ação, o registro em entidades só pode ser exigido quando o exercício da profissão sem controle representa um “risco social”, “como no caso de médicos, engenheiros ou advogados”, afirmou.

O colega Carlos Ayres Britto disse que não seria possível exigir esse registro pois a música é uma arte. Ricardo Lewandowski, por sua vez, chegou a dizer que seria o mesmo que exigir que os poetas fossem vinculados a uma Ordem Nacional da Poesia para que pudessem escrever.

Já o ministro Gilmar Mendes lembrou da decisão do próprio tribunal que julgou inconstitucional a necessidade de diploma para os jornalistas, por entender que tal exigência feria o princípio da liberdade de expressão.
Fonte: Folha.com





ESSAS IMAGENS MOSTRAM QUE A DITADURA AINDA RESISTE – MAS QUE PERDE FORÇA A CADA DIA QUE PASSA

11 05 2011

Recebi via twitter esse vídeo que sinceramente, é triste de ver… mas tem o lado interessante da história também, que é ver o artista de rua falando várias verdades para policiais truculentos e que insistem em “verdades” tão mentirosas, mas tão mentirosas, que o maior mal é direcionado a eles mesmos, tenho certeza disso.

Ou a polícia passa pro lado do povão ou vai continuar sempre lambendo o saco da elite, cumprindo ordens e lutando contra as suas próprias origens, fazendo uso da razão mais cega do universo.

Assista ao vídeo:

Escrevendo esse post lembrei automaticamente da música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, músico e poeta que foi barbaramente torturado pelos militares na chamada “Ditadura Militar”, que ainda resiste com vários resquícios atuais, seja pelas injustiças e violências das polícias, seja pela tortura mental imposta diariamente pela mídia tradicional, pelo ensino mentiroso, pela publicidade voraz que engole mentes e corações sem a mínima preocupação nem sentimento e tantas outras barbaridades.

Mas isso tudo está pra ser erradicado. Sejamos uma só força em prol das verdadeiras lutas!!!

CarlosCarlos Bola & Arte

Você não pode deixar de assistir a esse vídeo – SALVE GERALDO VANDRÉ!!!!





CARLOS LATUFF: CHARGES DE FORMAS E CONTEÚDOS ESSENCIAIS

3 03 2011

Não conheço as charges de Carlos Latuff a muito tempo, mas o pouco tempo que conheço foi suficiente para eu me tornar um admirador de seu trabalho.

Não simplesmente pelos traços e formas desenvolvidos, mas principalmente pelo conteúdo expresso em suas obras, que passa longe daquela zona clássica de conforto de cartunistas do “Jornal da Globo”, por exemplo. É inspirador ver um cara dessa geração comprometido com o que realmente acredita, algo que eu tento fazer no meu trabalho também, assim como outras pessoas que eu conheço. Acredito que em todas as áreas temos que ter pessoas comprometidas com o que vai mais além e é em prol do benefício de todos, não somente de poucos mesquinhos!!!

Todo esse ativismo de Latuff parece que invadiu as manifestações no Egito, suas charges estiveram presentes em vários atos no país, algo que vc pode se informar melhor no post que eu disponibilizo abaixo, extraído do blog “Ópera Mundi” (http://operamundi.uol.com.br). Não deixe de conferir e expressar suas opiniões!!!

CarlosCarlos Bola & Arte

Segue artigo:

No meio da multidão que se aglomerava na Praça Tahrir para pedir a renúncia do então presidente Hosni Mubarak em fevereiro, era possível notar que, enquanto muitos manifestantes carregavam bandeiras ou cartazes com protestos, outros preferiam protestar através de charges. Entre os desenhos mais populares usados pelos egípcios para manifestar sua insatisfação com o regime, estavam diversos trabalhos do cartunista carioca Carlos Latuff.

De origem libanesa, Latuff, de 42 anos, é um autêntico ativista político, que se diferencia em seu meio por dedicar boa parte de sua obra em defesa de diversas causas, tanto no Brasil quanto no exterior – com destaque para os movimentos zapatista e de libertação da Palestina, local o qual afirma manter uma relação especial após visita realizada em 1999.

Carlos Latuff/divulgação

Desde então, o conflito árabe tornou-se tema recorrente em seu trabalho. Após o Egito,continua a acompanhar os protestos nos demais países da região. Seu trabalho pode ser encontrado no http://twitpic.com/photos/CarlosLatuff.

Polêmico, já teve de prestar depoimentos em delegacias por fazer desenhos alusivos à violência e corrupção policiais no Rio de Janeiro e também foi muitas vezes acusado de antissemitismo.

Seus trabalhos estão espalhados por todo o mundo e, durante as revoltas no mundo árabe, foram divulgadas em diversas mídias da região. Em entrevista ao Opera Mundi, Latuff contou como seus desenhos chegaram às mãos dos manifestantes e qual deve ser o papel do processo artístico voltado ao ativismo.

Carlos Latuff/divulgação

Uma das charges de Latuff publicada em jornais árabes (acima à esquerda)

Como seus trabalhos foram parar na mãos dos manifestantes no Cairo?
Dois dias antes das manifestações que derrubaram Hosni Mubarak, fui contatado via Twitter por ativistas egípcios, que já conheciam meu trabalho artístico em favor dos palestinos e que desejavam que eu desenhasse sobre o levante que se organizava. A princípio fiz cinco charges.

Ao ver fotos de agências de notícias internacionais e internautas, mostrando manifestantes nas ruas empunhando cartazes com as charges, não parei mais de desenhar até a queda de Mubarak.

CarlosLatuff/divulgação

Qual o alcance e a influência do “ativismo artístico” em um processo de mudança social e política de uma determinada região? Como você acha que seu trabalho e os de outros cartunistas podem contribuir para uma causa como essa?
A charge consegue expressar, com poucas ou nenhuma palavra, um sentimento. No caso dos manifestantes, uma revolta, que estava atravessada na garganta do povo. A charge condensa todo um discurso, toda uma situação, como se diz em inglês, “in a nutshell”.

Quando a charge é impressa por manifestantes e exibida nas ruas, ela assume o mesmo papel de um coquetel molotov, de uma bandeira ou faixa. Ela se torna um instrumento. Ciente desse papel da charge, os artistas deveriam se colocar a serviço das causas sociais, oferecendo seu traço aos que o utilizarão como uma ferramenta.

Carlos Latuff/divulgação

Como esses protestos podem influenciar na questão palestina?
Torço pra que estes levantes possam também se estender à Autoridade Palestina. A administração Abbas mostrou-se particularmente corrupta ao negociar com Israel territórios palestinos para a construção de assentamentos judeus, como revelam os “Palestine Papers” recentemente divulgados pelo Guardian e a Al Jazeera.

Essas manifestações contribuem para mudar o estigma e o preconceito que gira em torno da população árabe e muçulmana, muitas vezes vista como defensoras de causas consideradas extremistas?
Parafraseando Edward Said, o que sabemos do Oriente foi inventado pelo Ocidente. Termos como “fundamentalismo” e “extremismo” são utilizados largamente por veículos de imprensa ocidentais de maneira leviana e muitas vezes, ignorante.

Tais expressões nunca são utilizadas quando Israel, por exemplo, despeja bombas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano. Portanto, o que o Ocidente pensa a respeito da luta dos povos no Oriente Médio é irrelevante. A mídia ladra e a caravana passa.

Carlos Latuff/divulgação

Você considera que a internet é hoje em dia uma ferramenta fundamental para o ativismo político?
Sem dúvida. Nunca fez tanto sentido a máxima “Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa”, do Rappa.

Leia mais:
As elites e os estados árabes: um modelo para a crise
Novos Egitos virão
Após 30 anos no poder, Hosni Mubarak renuncia ao governo do Egito
Os militares e o futuro do Egito

Como essa revolução tem inspirado seu trabalho?
A possibilidade de fazer parte, mesmo que à distância, destes movimentos históricos, através da arte que, uma hora está na minha mesa, na outra já corre o mundo, é algo que nunca imaginei na vida. É certamente inspirador.

Carlos Latuff/divulgação





A REDE GLOBO E SUAS MENTIRAS HISTÓRICAS DESEMBOCAM NO FUTEBOL

24 02 2011

Que a Rede Globo de televisão é um câncer maligno para a sociedade brasileira, isso eu nunca tive dúvida… e como todo bom “diabo”, ela sempre fez pose de santinha com uma estratégia muito bem pensada de como fazer o povo acreditar que ela de fato os ama. Isso pra mim é antigo, antigo demais… vem lá dos tempos da ditadura, coincidentemente época que esse rede de televisão, nasceu, financiada pelos Estados Unidos e sob o aval dos militares…

É interessantíssimo acompanhar esse embate pelo direito das transmissões do futebol: de um lado a Record, querendo chegar junto e minar o seu adversário… e do outro a Globo, fazendo de conta que vai largar o osso e que tá tudo bem. Não que ela tenha que largar o osso, mas venho lendo muitas coisas na internet que reforçam todo a sua mesquinhez: ela está causando um racha no “Clube dos 13”, organização que tem como membros os 13 maiores clubes do Brasil, ou seja, ela não mede esforços para manter o seu poder, tanto de influência quanto financeiro, quem passar na frente pode ser aniquilado, essa é a regra.

O texto que eu disponibilizo a seguir foi extraído do Blog do Miro (altamiroborges.blogspot.com), que por sua vez o extraiu do blog DoLaDoDeLá , de Marco Aurélio Mello.

No texto Marco discorre sobre o fato da Globo estar se fazendo de mosca morta, quando na real tem várias estratégias para passar a perna em seus adversários… POR FAVOR TIREMOS O PODER DA GLOBO DO BRASIL!!!! Ela ainda vai pagar por todo o mal que fez e faz ao povo brasileiro.

CarlosCarlos Bola & Arte

Segue texto:

O que há por trás da negociação pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro nas temporadas de 2012 a 2014 é muito mais do que uma disputa de dois grupos de comunicação por público e receita. Em jogo está uma mudança de paradigma na televisão brasileira. Assim, tenho minhas dúvidas se a Rede Globo não vai mesmo participar da disputa.

Quando comecei a trabalhar lá, nos anos 90 do século passado, era corrente a história de que o esporte pagava sozinho todos os salários do departamento de jornalismo. Ainda que não seja mais assim, é significativo, não só o faturamento em si, mas o esporte como estratégia para alavancar e organizar a grade de programação.

A Rede Record, num lance ousado, ofereceu a possibilidade de alterar o horário da rodada de meio de semana para 20h, o que para o torcedor é o melhor dos mundos. E no horário nobre, uma revolução. Já imaginou um jogo do Flamengo, no Rio, do Corinthias, em São Paulo e de outros grandes em seus estados com transmissões regionais, ao vivo, cedo assim? Na quarta e quinta-feiras, por exemplo, das oito às dez da noite? O que faria a emissora líder? Alteraria o horário do Jornal Nacional? Faria a novela das nove começar às dez da noite? Claro que não.

Mas uma emissora como a Record, por exemplo, pode fazer ajustes mais facilmente. Levar os jornais regionais, por exemplo, para a espera do jogo. E fazer o chamado “esquenta”, com giros de repórteres. Consolidaria sua audiência, formaria equipes para os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo e atrapalharia significativamente a concorrência. Em vez de show de intervalo, por exemplo, um Jornal de Rede de quinze minutos de duração, com pílulas das principais notícias do dia e chamada para um telejornal completo às dez da noite, antes da novela da própria emissora?

Isso, ao longo do tempo, certamente mudaria hábitos e permitiria outras alterações na programação em benefício do próprio telespectador. A regionalização também aumentaria a receita dos clubes pequenos e fomentaria um mercado de trabalho estrangulado pelo monopólio atual. Por tudo isso, não tenho dúvida, eles não largarão o osso tão facilmente. Vão sim para o tudo ou nada! Para o bem de todos, espero que percam.