FOTO DE HUGO CHAVEZ VIVO E NA LUTA!!!

15 02 2013

Por CarlosCarlos

Enfim, taí o que muitos não queriam acreditar: foi divulgada uma foto do presidente da Venezuela Hugo Chavez. Ele ainda está com dificuldades respiratórias, mas está vivo e na luta, para tristeza dos ianques (e agregados) de plantão. FORÇA CHAVEZ!!!

FOTO DE HUGO CHAVEZ VIVO E NA LUTA!!!

 





NOTA OFICIAL SOBRE O FUTURO DE NEYMAR NO SANTOS F.C.

1 07 2011

Reproduzo post do blog do camarada Fábio Coca (http://www.blogsantista.com.br/fabiococa/), que escreve no site Santista Roxo (http://www.santistaroxo.com.br/2.0/).

Ele recebeu um email do Santos Futebol Clube com uma nota oficial em nome do Presidente do Santos, Luis Álvaro, o Laor, falando sobre a situação atual e o futuro do atacante Neymar no Santos Futebol Clube.

Segue:

Hoje, por meio de sua assessoria de comunicação, o Presidente do Santos Futebol Clube emitiu uma nota OFICIAL, e não OFICIOSA (como diz um “antigo” jornalista litorâneo) sobre o futuro do atleta. Segue abaixo a nota na íntegra:

Santos, 30, de junho de 2011.

Diante das seguidas especulações sobre o futuro do nosso craque Neymar pela imprensa nacional e internacional, afirmo que, para o Santos FC, Neymar é inegociável por razões técnicas, mercadológicas e afetivas.

Tecnicamente, é o melhor jogador brasileiro em atividade. Foi decisivo na conquista de quatro títulos pelo Santos nos últimos 18 meses, mais o Pré-Olímpico pela Seleção Brasileira, no início do ano. É o maior ídolo da Seleção Nacional principal atuando no futebol do País, um fato que não se repetia há muitos anos.

Mercadologicamente, Neymar é um fenômeno midiático reconhecido por todo o mundo. Seu talento para produzir jogadas brilhantes dentro de campo é proporcional ao seu carisma, que tem sido utilizado como veículo de comunicação por uma série de marcas expressivas.

Afetivamente, Neymar é amado pelo Santos FC e pela torcida santista não apenas pelo que joga, mas, acima de tudo, pelo que é como ser humano. Suas seguidas manifestações de carinho pelo Clube reforçam esta ligação umbilical. E este amor é compartilhado por outros milhões de brasileiros que o admiram independente da paixão clubística.

Frisadas as razões, informo que o Santos FC continuará adotando uma postura de respeito aos clubes que nos procuram interessados na contratação do atleta e de repúdio a qualquer agremiação que tentar o caminho inverso, distanciando-se de uma linha ética e razoável.

Independente disso, a resposta do Santos FC continua a ser não para qualquer sondagem ou proposta de repasse de seus direitos federativos. E assim que Neymar retornar a Santos – provavelmente com mais um título na bagagem -, conversaremos sobre os esforços que o nosso Clube continuará a fazer para mantê-lo aqui, feliz e amado, por muitos anos mais.
Enquanto isso, o foco do atleta está totalmente voltado para a Seleção Brasileira que disputa a Copa América e o Santos FC respeitará este fato de interesse nacional.

Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro





MANIFESTAÇÃO CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE!!!

4 06 2011

Repassando informe chamando para uma MANIFESTAÇÃO CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE!!! ESSENCIAL!!!!

Segue:

QUANDO: Domingo, 5 de Junho · 14:30 – 17:30

ONDE:  Vão livre do Masp – Av. Paulista

Mais informações:   

Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte, mesmo após cartas dirigidas a ela que foram pela mesmo ignorada e ainda mais de 600 mil

assinaturas que firam igualmente ignoradas.

A sentença de morte dos povos Xingus esta decretada

Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta,expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies — tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.

 Além disso, No momento em que o país debate temas como o Código Florestal, as barragens na Amazônia, o enriquecimento do ministro Palocci e a corrupção, uma ação da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, no último dia 20/05, colocou doze pessoas atrás das grades. O esquema de fraudes em licitações envolvia a Prefeitura de Campinas-SP e diversos empresários, em especial, alguns ligados a grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Coincidência ou não, essas duas construtoras, mais a Odebrecht, detêm 50% do contrato assinado com a Norte Energia S/A – NESA para a construção da UHE Belo Monte.

Outra informação importante diz respeito a um desconhecido José Carlos Bumlai, que está sendo investigado, com fortes indícios de que estaria diretamente envolvido no esquema de corrupção em Campinas. Mas qual a relação desse empresário com as hidrelétricas na Amazônia? Este senhor nada mais é do que um dos principais articuladores da formação do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte.

Ou seja: tanto as empreiteiras contratadas pela NESA, quanto um dos seus mais importantes patrocinadores, estão diretamente relacionados a um belo monte de corrupção.

“Coluna xingu vivo”

http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/05/belo-monte-de-corrupcao.html

O Manifesto vai acontecer Simultaneamente no RJ

LOCAL: Orla de Ipanema-posto 9

HORÁRIO: domingo, 5 de junho de 2011 14:30

E vamos expor os nomes dos deputados que votaram o Código Florestal,

Aproveitando e unindo as forças vamos pra dizer Não ao Novo Código.

O governo federal mais uma vez se submete aos interesses do agronegócio. Enquanto ativistas são assassinados a sangue frio defendendo nossas matas e florestas, o governo dá anistia a desmatadores e diminui as áreas de preservação permanentes (APPs). Um ataque ao meio ambiente é um ataque ao nosso futuro. Não podemos ficar parados, é hora de sair à rua:

http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=4648&numLegislatura=54&codCasa=1&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=123&indTipoSessao=E&tipo=uf

ATOS UNIFICADOS:

RIO: http://www.facebook.com/event.php?eid=217648318255080

SALVADOR: http://www.facebook.com/event.php?eid=123058481110678

PORTO ALEGRE: http://www.facebook.com/event.php?eid=228986130460458

ARACAJÚ: http://www.facebook.com/event.php?eid=175534165838542

BELO HORIZONTE: http://www.facebook.com/event.php?eid=213592842007699

CURITIBA: https: //www.facebook.com/event.php?eid=206368546068332#!/event.php?eid=114301388657635&notif_t=event_invite

Sydney :https://www.facebook.com/event.php?eid=205733419464371

http://www.facebook.com/event.php?eid=132470016827301

http://www.facebook.com/event.php?eid=225205860823021

http://www.facebook.com/event.php?eid=227771337238761

https://www.facebook.com/event.php?eid=113610938725749

DIVULGUEM!

 

 

 





OSAMA, OBAMA… BAH

2 05 2011

É, e assim caminha a humanidade….

Acabo de saber via twitter que os EUA anunciaram que mataram OSAMA BIN LADEN. Ai, ai, quanta besteira….

Em primeiro lugar, eu não acredito em nada que o governo americano diz até que se prove (e muito bem provado) o contrário!!! Esse mesmo país forjou que “venceu” (entre aspas porque não há vencedores em qualquer guerra, é só mais destruição pra humanidade) a Guerra do Vietnã, utilizando o seu poderio monetário e arsenal midiático criando um auto-herói chamado RAMBO e que contou mentiras demais pros seus espectadores. Triste.

E não é só isso, né, gente!!! Os EUA é uma nação que foi construída baseada em mentiras, em mensagens irreais lançadas para todas as nações, eles conseguiram colocar o dinheiro em primeiro lugar nas mentes e corações das pessoas, via publicidade, via Hollywood, via multinacionais destruidoras de culturas locais etc,etc,etc. E sempre arquitetando muito bem quais “verdades” iriam disseminar.

Eles fizeram as pessoas acreditarem no padrão de felicidade corporativo, que pra mim é patético, e até hoje tem milhares de adeptos no mundo todo, que trabalham sustentando uma máquina injusta, desigual e destruidora.

Eles sempre quiseram ser os melhores, os tais, os mais inteligentes, os mais ricos, os “mais-mais”, tanto que quando aconteceu o episódio do 11 de setembro não foi um espanto pra muita gente, pois o que aconteceu é algo óbvio da vida, ação e reação, bate-volta etc,etc… não que eu defenda atos terroristas, sinceramente não acredito que matar pessoas pode ser bom pra humanidade, mas o fato foi totalmente compreensível levando em conta o histórico do Tio Sam. Aliás, o número de pessoas que morreram naqueles prédios, não chega nem aos pés dos muitos milhares de vidas inocentes que os EUA exterminaram até hoje e foram encobertos pela mídia… pelo contrário, veja a mídia brasileira, que paga um pau bem grande pra eles e os defende até debaixo d’água (vide Rede Globo e Revista Veja).

Não vi as imagens, mas fiquei sabendo que o povo norte-americano está comemorando a suposta morte do Osama como se fosse uma final de Super Bowl, é no mínimo estranho, né??? Mostra o quanto a típica sociedade norte-americana é doida varrida e baseada em valores altamente questionáveis.

Bom, esse assunto mexe comigo, fico perplexo com as atitudes dessa nação, só posso dizer que eles não são felizes.

A seguir, disponibilizo uma charge do Carlos Latuff, um ótimo cartunista que tem o trabalho focado no ativismo-social.

** Tradução do texto da charge: “Descanse em paz, Osama… nós vamos sentir a sua falta“.

Agora disponibilizo um texto baseado nos acontecidos no 11 de setembro. Que eu saiba o autor é anônimo. Vale muito a pena ler!!!

Vamos fazer um minuto de silêncio em homenagem aos 5.000(?) americanos, a maioria civis inocentes, mortos covardemente por terroristas que ainda não se sabe quem são.

Já que você está em silêncio, fique quieto mais treze minutos em homenagem aos 130.000 civis iraquianos mortos em 1991 por ordem do Bush Pai.

Aproveite para lembrar que naquela ocasião os americanos  também fizeram festa, como os palestinos fizeram terça 11/09. Emende mais 20 minutos pelos 200.000 iranianos mortos pelos iraquianos com armas e dinheiro fornecidos a Sadam Hussein (ainda novinho na época) pelos mesmos americanos que mais tarde virariam sua artilharia contra ele.

Mais quinze minutos pelos russos e 150.000 afegãos mortos pelo Taliban,  também com armas e dinheiro americano.

Mais dez minutos pelos 100.000 japoneses mortos direta e indiretamente em Hiroshima e Nagazaki, também por ação direta da águia.

Você já está em silêncio há uma hora (um minuto pelos americanos e 59 por suas vítimas).

Se você ainda está perplexo fique mais uma hora em silêncio pelos mortos na guerra do Vietnã, da qual os americanos não gostam de ser lembrados.

Fica aqui o desejo de que o sensacionalismo dos “ataques à Nave Mãe” não apague as mortes miseráveis causadas por eles todos os dias nos países atingidos por sua política expansionista e devastadora, já que estes  crimes sociais não têm esses “efeitos cinematográficos” e ficam em subplanos nos noticiários mundiais.

E eles ainda falam em “Freedom”…





E A REDE GLOBO PEDE ÁGUA NA DISPUTA DAS TRANSMISSÕES DE FUTEBOL…

26 02 2011

É, meus amigos… e parece que a Rede Bobo tá pedindo água na disputa das transmissões dos jogos de futebol… pra quem não sabe, a Record entrou na briga de vez, causando um rebuliço no sistema viciado e querendo competir naquilo que a Rede Bobo mais ama: a grana. E parece que dessa vez ela não vai ter bala pra competir.

Com tudo isso, o Clube dos 13 rachou, uns apóiam o velho sistema, outros não, enfim, o fato é que vários interesses estão rolando e na minha opinião esse rebuliço é necessário e essencial.

O que me chama a atenção é como esse domínio da Globo se arrastou por tanto tempo, como uma questão tão óbvia no que diz respeito a monopólio de mercado, a prioridades guardadas por baixo do pano, maracutaias e conchavos políticos, como isso mudou tão pouco até agora. Esse é o Brasil (até agora).

Que o futebol “globalizado” está 99% mercantilista, isso não se discute… que a Tv no Brasil, apesar de sua “concessão pública”, prevista inclusive em constituição, só pensa em lucros e dividendos e não tá nem aí pro povo, é outra coisa que não se discute… mas, será que não se discute?? Porque sei lá, lendo o comunicado da Rede Bobo a respeito do episódio, não é isso que parece, leia esse trecho:

Assim é, em respeito ao interesse do público, que a Rede Globo se sente impedida de participar desta licitação e pretende manter diálogo com cada um dos clubes para chegarmos a um formato para a disputa pelos direitos de transmissão que privilegie a parte mais importante desse evento: o torcedor”.

Eu fico realmente bobo de ler algo assim. Será que alguém ainda acredita nisso?? Acredita que a Rede Bobo está preocupada com o torcedor??? Será que ainda tem gente acreditando que ela é boazinha e se preocupa com o “bem público”?? Será que levam a sério o slogan “Um caso de amor com vc, um caso de amor com o Brasil…”??? É de chorar…

E mesmo com tudo isso, com a Globo dizendo que vai desistir do osso, ainda custo a acreditar… por enquanto vou só observando e torcendo pra que essa antiga ladainha se desfaça.

Logo abaixo disponibilizo um comunicado do site da Globo.com (http://globoesporte.globo.com), onde a Rede Bobo jura que ama o torcedor e que preza por valores, éticas e blá-blá-blá… só não sei porque até agora não se preocuparam… como estão vendo que estão perdendo o osso, querem se fazer de beatos e assim tentar levar o povão pro seu lado, sei lá. Isso só tem um nome: H-I-P-O-C-R-I-S-I-A. E da pesada.

E logo após o texto, disponibilizo o documentário “Fut-Mídia S/A”, lançado em 2005, o qual fui diretor, e que aborda dois blocos com os conhecidos jornalistas e comentaristas futebolísticos falando sobre o monopólio da Globo no futebol e a questão do horário dos jogos… vale a pena assistir.

**Esse trecho do doc acontece no seguinte timecode: 24min55seg – Mas se vc ainda não assistiu o documentário na íntegra, não vacile, assista que vale a pena.

CarlosCarlos Bola & Arte

Primeiro o texto da Globo, segue:

25/02/2011 20h03 – Atualizado em 25/02/2011 22h01

Rede Globo está fora da licitação de direitos de transmissão do Brasileiro

Em nota oficial, empresa diz que condições impostas são incompatíveis para o modelo de TV aberta e pretende dialogar com os clubes

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

A Rede Globo anunciou, de forma oficial, que não participará da licitação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol dos anos de 2012, 2013 e 2014. O comunicado, emitido na noite desta sexta-feira, também diz que a empresa pretende dialogar com os clubes para chegar a um formato de disputa pelos direitos de transmissão.

De acordo com a nota, a Rede Globo acredita que o modelo proposto na carta-convite enviada pelo Clube dos 13 inviabiliza ‘qualquer perspectiva de um retorno compatível com os investimentos na compra dos direitos’.

Além da Globo, o Clube dos 13 também convidou Bandeirantes, Record, SBT e RedeTV a tomarem parte da licitação. A carta-convite com as condições da licitação foi enviada na quinta-feira, dia 24 de fevereiro.

Leia, abaixo, o comunicado da Rede Globo na íntegra.

Os dirigentes efetivamente preocupados com os legítimos interesses dos seus clubes e, acima de tudo, os torcedores são testemunhas dos volumosos investimentos que a Rede Globo tem feito ao longo desses anos, numa parceria pelo aprimoramento do nosso futebol, na busca de um espetáculo emocionante, com profissionalismo e qualidade.

Essa contribuição tem se traduzido no crescimento das receitas dos clubes, não só através das receitas obtidas com a venda dos direitos de transmissão, bem como com a comercialização de outros direitos, incluindo propaganda nos uniformes e publicidade nos estádios.

As exigências e modificações nos conteúdos das plataformas implicam na desestruturação de um produto complexo, que foi construído ao longo dos últimos 13 anos, inviabilizando assim qualquer perspectiva de um retorno compatível com os investimentos na compra dos direitos.

As condições impostas na carta-convite não se coadunam com nossos formatos de conteúdo e de comercialização, que se baseiam exclusivamente em audiência e na receita publicitária, sendo incompatíveis com a vocação da televisão aberta que, por ser abrangente e gratuita, é a principal fonte de informação e entretenimento para a maioria dos brasileiros.

Assim é, em respeito ao interesse do público, que a Rede Globo se sente impedida de participar desta licitação e pretende manter diálogo com cada um dos clubes para chegarmos a um formato para a disputa pelos direitos de transmissão que privilegie a parte mais importante desse evento: o torcedor.

Agora assista ao doc “Fut-Mídia S/A”:

E vc?? Qual a sua opinião em meio a esse imbróglio todo???





O DISCURSO DO MINISTRO FRANKLIN MARTINS ME DÁ ESPERANÇAS

12 11 2010

Li o texto a seguir no Blog do Miro (http://altamiroborges.blogspot.com), que é um militante de causas da esquerda em prol de verdadeiras transformações sociais em nosso país.

Não posso negar que fiquei esperançonso. Esperançoso porque acredito que a regulamentação dos meios de comunicação no Brasil é uma das causas mais urgentes a serem resolvidas por aqui. Penso, acredito e respiro essa idéia a longos anos, sonhando por um Tv descentralizada, onde o leque de abertura de produções vindas de todos os cantos do país se abram e perdurem por longos e longos anos. Uma Tv plural e com a cara do Brasil, uma tv que não centralize seu conteúdo somente no eixo Rio-São Paulo. Uma Tv que usufrua das inúmeras possibilidades que a “Era Digital” nos apresenta, ou seja, quadruplicar o número de canais existentes em um aparelho de televisão e assim verdadeiramente deixar que as pessoas escolham o que querem assistir.

Quando a Rede Globo diz que a CONFECOM, Conferência Nacional de Comunicação, que foi realizada ano passado e da qual eu participei de algumas pré-conferências (tanto em São Paulo como em Brasília) é uma ameaça a liberdade de imprensa e a democracia, isso nada mais é do que o medo e a ganância de um veículo centralizador que nasceu na época da ditadura e financiada pelos EUA, de perder dinheiro e poder no cenário brasileiro.

Pra ela (Globo), não interessa ver o povo se libertando, se encontrando, se reconhecendo verdadeiramente na tela, pra ela interessa ver o povo burro e sem crítica para assim continuar faturando milhões e interferir fortemente em mentes e corações de milhares de pessoas.

Não acho que o Brasil deva fechar as comunicações e não deixar a Globo ter o seu canal, mas sim regulamentar toda essa palhaçada que faz esse gigante deitar e rolar do jeito que quer, em detrimento das verdadeiras necessidades do povo brasileiro. Acredito que o que deva ser feito é aumentar o leque de possibilidades de produção, difusão e concessões para o maior número de brasileiros que queiram manter um canal de televisão e/ou difundir o conteúdo produzido por ele próprio e não por outros. A internet está ajudando demais nesse processo, onde aos poucos as pessoas percebem que tem voz como mídia e não apenas recebem mídia, elas se vêem produzindo mídia e colocando as suas opiniões. Será que é difícil demais de entender isso????

Como muitos sabem, no primeiro turno das eleições 2010 eu votei no Plínio de Arruda Sampaio, mas no segundo turno votei na Dilma. E a principal causa disso é de ter ouvido de algumas pessoas infiltradas no PT que de fato o partido tem a intenção de interferir mais fortemente nas comunicações do país. Pra mim é certeza absoluta que nada seria feito num eventual governo Serra e a possibilidade de isso acontecer com a Dilma foi alimentada demais pelo discurso em forma de texto que disponibilizarei a vocês a seguir, onde o Ministro Franklin Martins fala sobre todas essas necessidades iminentes. É aquilo, um discurso é um discurso e a prática é a prática. Mas vou ser otimista e acreditar nisso, acreditar tão fortemente ao ponto de fazer de tudo para que isso aconteça, quero fazer parte desse momento de transição das comunicações no Brasil!!!

Pra finalizar: o lance é abrir caminhos e possibilidades e não permitir que uma emissora só domine todo o cenário, não permitir que o mercado dite as regras, as pessoas e os veículos tem que parar de ser mesquinhos e pensar no todo, abrindo espaços para que todos se encontrem, sejam felizes e tenham o poder de transformar. Precisamos destruir esse ranço de capitalismo e competição implantando em nossos corações desde o nascimento. A hora é agora!!!!

Mais abaixo disponibilizo o eterno Programa Bola & Arte, um símbolo nessa luta pelo audiovisual e comunicações no Brasil!!!!!!

Segue postagem do Miro (Blog do Miro – http://altamiroborges.blogspot.com)

Reproduzo a integra da intervenção do ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), apresentada na abertura do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, em 9 de novembro:

Bom dia a todos vocês.

Em primeiro lugar, eu queria agradecer aos palestrantes dos diferentes
países, que vieram de tão longe aqui, para dividir conosco a experiência que
possuem de regulação de comunicações eletrônicas.

Queria agradecer a todos os participantes, entidades, personalidades,
parlamentares, agentes públicos, acadêmicos, organizações da sociedade civil
empresarial e não empresarial, que aqui estão presentes, e dizer que, para a
Secom, é motivo de uma grande satisfação realizar este seminário.

O mundo das telecomunicações vive, hoje, uma era de desafios e de enormes
oportunidades. O processo de digitalização, a internet, o processo de
convergência de mídias, tudo isso oferece extraordinárias possibilidades,
seja do ponto de vista da difusão da informação, seja do ponto de vista da
produção e difusão cultural, seja do ponto de vista da democratização de
oportunidades e do exercício da cidadania. Além disso, permite o
estabelecimento de uma economia de vastíssimas proporções e enormes
potencialidades, gerando crescimento, gerando emprego, gerando renda,
aumentando a arrecadação de impostos; em suma, organizando um importante
setor da economia, incidindo sobre o conjunto da economia uma sociedade de
informação e de conhecimento.

Algumas consequências desse processo são nítidas. Em primeiro lugar, os
custos de produção caem brutalmente, a digitalização permite que muitas das
atividades, feitas em outras plataformas, em outras bases tecnológicas,
antes, sejam feitas de forma muito mais barata, e isso abre enormes
possibilidades.

As fronteiras entre as telecomunicações e a radiodifusão vão se dissolvendo,
e isso gera grandes desafios. Até algum tempo atrás, era de um lado o
telefone, telefone era voz, não passava disso; do outro lado, você tinha a
radiodifusão. Hoje, cada vez mais, esse processo vai produzindo uma
interpenetração, gerando uma série de interrogações, uma série de
possibilidades, gerando uma série de riscos, mas, mais do que tudo, gerando
enormes possibilidades.

Costumo dizer que a convergência de
mídias é um processo inelutável, está em curso e ninguém vai detê lo. Por
isso mesmo é muito bom olharmos para frente, ao invés de ficar olhando para
o passado, olhar para trás. Olhar com nostalgia para o passado pode ser
muito interessante, do ponto de vista, vamos dizer, da pessoa se sentir bem,
rememorar coisas, etc., mas o futuro está ali e o futuro é a convergência de
mídia. Vou dar um exemplo para vocês. Isto aqui é uma televisão portátil, eu
recebo aqui um sinal aberto, gratuito, de radiodifusão e posso assistir
televisão aqui. Agora, esse mesmo aparelho se transforma em um celular, eu
recebo aqui televisão, um sinal numa tecnologia 3G, 3G e meio, 4G, ou o que
vier a aparecer, um sinal que pode ser gratuito, ou não, dependendo do
modelo de financiamento que a empresa tiver adotado. Evidente que o usuário
não vai ficar andando com dois aparelhinhos iguais. Esses dois aparelhinhos
viram um só, isso vale para a mobilidade, mas isso vale dentro de casa. Ou
seja, em pouquíssimo tempo, para o usuário, o cidadão, será absolutamente
indiferente se o sinal está vindo da radiodifusão ou está vindo das
telecomunicações.

Regular esse processo de convergência é um tremendo desafio e uma grande
necessidade para todo mundo, porque, sem regulação, não se estabelecem
regras claras, não há segurança de como atuar e, mais do que isso, não há
uma interferência da sociedade em como produzir um ambiente estável, um
ambiente com perspectiva e um ambiente onde os interesses da sociedade
prevaleçam sobre todos os demais.

Este seminário aqui, ele tem como objetivo recolher as experiências de
vários países, países democráticos, países com os quais nós mantemos
relações intensas, não só do ponto de vista econômico, mas do ponto de vista
cultural, do ponto de vista político, que são parceiros importantes do
Brasil, recolher as experiências de como eles estão regulando esse processo
de convergência de mídia. Ninguém tem um modelo pronto, que está dando
certo, que já resolveu tudo, não; está todo mundo, mais ou menos, sobre a
marcha, enfrentando os problemas que vão aparecendo. Acerta aqui, erra ali,
busca uma solução que se revela criativa, uma outra, que se pensava que era
criativa, se vê que não dá nada, bateu num muro. Mas são. Eles estão lidando
com isso e estão, de um modo geral, muito mais avançados do que nós, como
nós veremos a seguir.

Aprender com as experiências deles não é copiar a experiência deles; é ver
como eles lidaram com problemas semelhantes ao que nós estamos lidando aqui.
Semelhantes, não iguais. Semelhantes, não iguais. Então, aprender com as
experiências deles é importante para nós entrarmos nesse desafio de produzir
um novo marco regulatório para as comunicações eletrônicas, dentro desse
ambiente de convergência de mídia.

No Brasil, o nosso desafio é maior ainda do que estão enfrentando esses
outros países, porque aos desafios que são gerais, próprios das mudanças de
tecnologia, da introdução de novas tecnologias, etc., somam se desafios
peculiares, particulares nossos.

A nossa legislação é absolutamente ultrapassada. Isso não é segredo para
nenhum de vocês. A gente pode fazer discurso, pode dizer que já fez uma
mudancinha aqui, adaptou ali, mas cada um de nós, quando conversa com seus
botões e não com o microfone da televisão, sabe perfeitamente que a nossa
legislação é absolutamente ultrapassada. Para se ter uma ideia, o Código
Brasileiro de Telecomunicações, que é o que rege a radiodifusão em linhas
gerais, é de 1962 – 62 -, ou seja, televisão, não havia TV a cores, não
havia satélites, não havia rede; naquela época, havia mais “televizinho” do
que televisão no Brasil. “Televizinho”, para quem não se lembra – a maioria
aqui não é daquela época – se chamava simpaticamente os vizinhos que vinham
assistir televisão na casa de quem tinha. Pois bem, havia mais “televizinho”
do que televisão. Nosso Código é dessa época. Ele não responde aos
problemas, é evidente. E acumularam se problemas imensos, que não foram
sendo resolvidos, que foram sendo encostados, que se fez uma gambiarra, fez
um gatilho(F). Olha, não é só em favela que se faz gambiarra para puxar TV
por assinatura, não. Nossa legislação é um cipoal de gambiarras, porque não
vem se enfrentando as questões de fundo.

A isso se soma uma outra coisa. Nossos dispositivos constitucionais sobre
comunicação, em sua maioria, não foram regulados até hoje. Ou seja, o
constituinte determinou uma série de questões e disse: “É preciso lei para
isso”. Vinte e dois anos depois, o Congresso não votou lei alguma que
regulasse isso, alguma. Alguma não. Quando algumas empresas de comunicação
tiveram problemas de caixa – entende? -, aí se votou a lei que regulou a
questão do capital estrangeiro, porque era necessário capital com dinheiro
lá fora. Mas tirando isso, quando foi que se regulou a questão da produção
independente, da produção regional, da produção nacional, da desconcentração
das propriedades? Fica tudo ali na prateleira, fica tudo na cristaleira. Eu
acho que a hipocrisia é uma das piores coisas que pode haver na vida de uma
pessoa e na vida de um país. Se nós achamos que não vale a pena, nós não
queremos produção nacional, garantias para ela, nós não queremos garantia
para produção regional, nós não queremos garantia para que haja produção
independente, nós não queremos evitar a concentração excessiva da
propriedade. Se nós achamos tudo isso, nós devemos revogar essa
Constituição. Agora, isso está lá e isso exige ser regulamentado, e o
processo de regulamentação das comunicações eletrônicas é uma oportunidade
para isso e isso não pode ficar de fora.

Em muitos aspectos, o que eu estou falando não é
novidade para nenhum dos senhores que são do setor, que acompanham, sejam da
academia, de entidades empresariais, não empresariais, de legisladores,
criou se, na área de comunicação, uma situação que foi um pouco terra de
ninguém.

Todos nós sabemos que deputado e senador não pode ter televisão, mas todos
nós sabemos que deputados e senadores têm televisões, através de
subterfúgios dos mais variados. Está certo? É evidente que está errado. Por
que não se faz nada? Porque eu acho que a discussão foi sendo, o tempo todo,
contida, foi sendo, o tempo todo, evitada e, agora, é uma oportunidade para
que se rediscuta tudo isso. Mas isso. Eu vou dizer francamente aos senhores:
o principal não é olhar para trás; é aproveitar e se fazer aquilo que
devíamos ter feito, porque, fazendo isso bem feito, poderemos, ao mesmo
tempo, simultaneamente, olhar melhor para frente e, para frente, ser capaz
de legislar de uma forma mais permanente, mais flexível, mais capaz, mais
moderna, mais integradora, mais cidadã e mais democrática.

Isso tem de ser feito através de um processo de discussão público, aberto,
transparente.

Tudo bem que a gente converse em separado, todo mundo converse em separado,
mas a essência da discussão não é como tal grupo econômico ou tal setor faz
chegar seus pleitos, demandas, exigências, críticas, preocupações ao Poder
Público; é como todos levam isso abertamente, publicamente, de forma
transparente, na sociedade, e a sociedade escolhe e elege os caminhos que
deseja seguir. E isso, basicamente, no local definido constitucionalmente,
no local onde se produzem as leis, e pode ser choque dos interesses, palco
do choque dos interesses, que é o Congresso Nacional.

O governo federal, ao trabalhar para produzir um anteprojeto de um marco
regulatório, vê esse processo como um processo de discussão pública, aberta,
transparente, que não é rápida, é complexo o assunto, são sensíveis os
problemas, as reivindicações são grandes, os ressentimentos e os
preconceitos monumentais de tudo que é lado, os fantasmas passeiam por aí,
arrastando correntes e, muitas vezes, impedindo que a gente ouça o que tem
que ouvir. E isso só se dissolve num debate público aberto e transparente.
Eu acho que a nossa sociedade, apesar de alguns momentos de enorme tensão,
de fúrias mesquinhas, é uma sociedade com uma grande vocação para o
entendimento, para a discussão, para o debate, para acertar posições, e eu
acho que esse debate, se nós formos capazes de nos livrarmos dos fantasmas e
não deixarmos os fantasmas comandar a nossa ação, nós conseguiremos produzir
um clima de entendimento e avançaremos muito nesse sentido.

Isso interessa à sociedade. Essa discussão tem que ser travada frente a
frente com a sociedade, porque isso interessa à sociedade. Isso não é uma
discussão apenas sobre economia, sobre uma repartição de áreas ou cruzamento
de áreas entre grupos econômicos e setores; isso diz respeito à comunicação,
diz respeito à democracia, à criação de oportunidades, a uma sociedade de
informação e conhecimento, à participação política, à produção cultural, e,
para isso, a sociedade deve participar diretamente disso, e esse deve ser o
pano de fundo, em cima do qual se assentam as opções que o país terá de
fazer.

Quais são os princípios? Me perguntam muito: “Ah, mas como é que está? Vai
ser uma ou duas agências? Vai fazer isso ou vai fazer aquilo?”. O governo
está discutindo internamente, suando para conseguir produzir algo, ainda
neste mandato, para entregar à presidente eleita, a Dilma Rousseff, para que
ela decida o que quer fazer, se quer abrir para consulta pública aquele
projeto ou se quer trabalhar mais em cima do projeto. Provavelmente é o que
ela fará e tal, ela terá um ponto de partida, mas fará. Eu dizia ontem, e
tenho dito: eu estou convencido de que a área de comunicação no governo da
presidente Dilma terá – eu vou fazer uma comparação -, mais ou menos, o
mesmo tratamento que teve a área de energia no primeiro mandato do Governo
Lula.

No primeiro mandato do Governo Lula, ou se estabelecia um marco regulatório
para energia, que desse perspectiva, condição de planejamento, segurança
jurídica, interferência da sociedade, que se criasse esse ambiente, para que
o investimento fosse retomado com a velocidade necessária, ou se produziriam
apagões em série. Se fez a modificação, se produziu um novo ambiente
regulatório, e o Brasil, penando, se livrou do fantasma do apagão. Diferente
é um dia cair uma torre, etc., mas o apagão, como carência da oferta de
energia, isso parou de existir. Por quê? Porque se criou um novo ambiente
regulatório e se definiu aquilo enquanto algo estratégico para o crescimento
da economia, naquele período. Comunicação é a mesma coisa agora: ou se
produz um novo marco regulatório ou nós vamos perder o bonde de uma área
crucial para o crescimento da economia e, mais do que o crescimento da
economia, para o exercício da cidadania, nos próximos 10, 20 anos, porque
não se chega lá de qualquer jeito, não se chega lá só com o mercado
empurrando de qualquer jeito; é necessário debater, discutir, traçar
políticas públicas, fazer regulação para que as políticas públicas sejam
aplicadas e, em função disso, criar um ambiente que permita o investimento e
permita que a sociedade se sinta portadora de direitos, não só como
usuários, mas como cidadãos.

Isso é especialmente importante. Então, o que eu quero dizer é o seguinte:
precisamos de uma discussão aberta, pública, transparente, sobre isso. E eu
queria convidar a todos os senhores a – na medida do possível, eu sei que
isso não é fácil – deixar os seus fantasmas no sótão, que é onde eles se
sentem melhor. Os fantasmas, quando dominam as nossas vidas, de um modo
geral, nos impedem de olhar de frente a realidade. Passa uma criança
brincando, você não percebe como aquilo é lindo; passa uma mulher bonita –
no meu caso -, você não olha, porque você está com os fantasmas na cabeça.

Eu queria dizer aos senhores o seguinte: há crianças brincando, há mulheres
bonitas, há situações interessantes, há possibilidades extraordinárias, há
disposição política, mas os fantasmas não podem comandar o processo. Se
comandarem, nós perderemos uma grande oportunidade. Se comandarem, nós não
criaremos um ambiente de entendimento, mas perseveraremos num ambiente de
confrontação, e isso não é bom para ninguém. Vamos nos desarmar, não da
defesa dos interesses de cada grupo, evidente, de cada setor, continuarão
defendendo, mas vamos nos desarmar. Isso é muito concreto. Nenhum setor,
nenhum grupo tem poder de interditar a discussão; a discussão está na mesa,
está na agenda, ela terá de ser feita, ela pode ser feita, num clima de
entendimento ou num clima de enfrentamento. Eu acho que é muito melhor fazer
num clima de entendimento.

Eu vou repetir para vocês algo que eu falei na comissão organizadora da
Conferência Nacional de Comunicação, quando determinadas entidades
resolveram se retirar – um direito legítimo delas – da organização daquele
processo, achando que estavam tomando caminhos. Eu acho que eles estavam
equivocados, mas não quero discutir, isso é passado, eu estou olhando para
frente, quero deixar bem claro. Mas eu vou repetir o que eu disse para eles:
o governo federal tem consciência de que, nesse processo de convergência de
mídias, é preciso dar uma proteção especial à radiodifusão, e não faz isso
porque tem nenhum acerto, não; faz isso porque tem sensibilidade social, tem
a sua opinião, que tem sensibilidade social. O sinal da radiodifusão é um
sinal aberto, gratuito, que chega a todo mundo, e, em um país que, apesar
dos enormes progressos dos últimos anos, ainda tem uma percentagem da
população miserável, ou uma grande percentagem da população pobre, ter um
sinal de radiodifusão aberto, gratuito, em todo o território nacional, que
chega a todos, é de extrema relevância.

Então, temos essa sensibilidade, temos a vontade de encontrar, dentro desse
cipoal, que é o processo de convergência de mídias, caminhos que produzam
isso. E eu vou dizer o que eu disse, naquele dia, aos representantes das
organizações que tinham decidido se retirar: se não houver pactuação, se não
houver um processo de discussão público, aberto e transparente, que coloque
na mesa os interesses de cada um, legítimos, e se resolva eles à luz dos
interesses nacionais, quem vai regular não é o debate, é o mercado. Não é o
Congresso. Quem vai regular é o mercado. E, quando o mercado regula, quem
ganha é o mais forte.

A radiodifusão. Aquilo foi em 2008, o episódio, e eu disse a eles. A
radiodifusão tinha faturado, naquele ano, no ano anterior. Aliás, foi início
de 2009. No ano de 2008, ela tinha faturado como um todo, o setor como um
todo, no Brasil, 11,5 bilhões. O setor de telecomunicações, no ano de 2008,
tinha faturado, em todo o Brasil, 130 bilhões. Esses números, se eu não
estou errado, evoluíram, no ano de 2009, para 13 bilhões e um quebrado, para
a radiodifusão, e algo próximo de 180 bilhões para as telecomunicações. Ou
seja, a grosso modo, o faturamento, hoje em dia, das teles, o setor de
telecomunicações é 13 a 14 vezes maior do que o faturamento da radiodifusão,
e aí vale rádio, rede nacional de televisão, rádio do interior, todo mundo,
pelo menos o declarado. É evidente que, se não houver regulação, se não
houver a criação de mecanismos que entendam a importância da radiodifusão e
sua importância social no país, ela será atropelada pelas telecomunicações.
Eu costumo dizer que será atropelada por uma jamanta. Isso não é bom para o
país. Isso não é bom para o povo brasileiro, isso não é bom para a pessoa de
classe C, D e E, que não têm condições de ter acesso a outro tipo de
comunicação eletrônica, que precisa daquilo. Por isso mesmo a regulação deve
entrar nisso. Mas reparem só: para entrar, nós temos que entrar na
discussão. Não dá para dizer: “Eu vou interditar toda outra discussão, e
essa daqui eu quero”. Isso não existe. Aqui entre nós, ninguém é tão forte
assim no Brasil para isso, nem o governo federal, nem o setor de teles, nem
a radiodifusão, nem academia. Ninguém é tão forte. Nós precisamos sentar na
mesa e conversar, sentar na mesa e conversar, e produzir, no local onde se
votam e aprovam as leis, que é o Congresso Nacional, um texto que seja capaz
de fazer um novo ambiente regulatório, um ambiente de convergência de mídias
extremamente complexo, em mutação permanente. Que nós sejamos capazes de
fazer isso.

Entre os fantasmas, talvez o fantasma mais renitente, o fantasma que mais
aparece, o fantasma mais garboso dessa discussão toda, seja a tese de que
regulação é sinônimo de censura à imprensa. O Governo Lula já deu provas
suficientes do seu compromisso com a liberdade de imprensa, e deu em
condições onde não teve a imprensa a seu favor. Na época do pensamento
único, era fácil. Eu quero ver ser a favor da liberdade de imprensa,
apanhando dia e noite da imprensa, muitas vezes sem amparo nos fatos, muitas
vezes movido apenas pelo preconceito, muitas vezes movido apenas pela
posição política desse ou daquele órgão, etc. e tal. Nenhum problema com a
liberdade de imprensa, nenhum problema. O Brasil goza de absoluta, de
irrestrita liberdade de imprensa.

Da minha parte, eu, como jornalista, e eu, como militante político, já aos
14, 15 anos, lutava contra a ditadura, faço parte de uma geração que cresceu
ansiando por liberdade de imprensa, aprendeu o seu valor. Eu não estou entre
aqueles que lutou [contra] a ditadura em algumas circunstâncias; eu lutei
contra a ditadura do primeiro ao último dia da ditadura, lutei pela
liberdade de imprensa do primeiro ao último dia da ditadura. Então a
liberdade de imprensa não é algo que é uma circunstância que politicamente
me convém ou não convém; é como eu digo, é algo que vem da alma.

Então, essa história que a liberdade de imprensa está ameaçada, isso é uma
bobagem, isso é um fantasma, isso é um truque, porque isso não está em jogo.
É importante qualificar. A liberdade de imprensa é a liberdade de imprimir.
Ou seja, antigamente, quando não existia rádio, quando não existia
televisão, a liberdade de imprensa significava o direito que cada pessoa que
publicava um jornal tinha de imprimir o que quisesse. Hoje em dia, ela é
mais ampla do que a liberdade de imprimir; ela é a liberdade de divulgar,
porque também entra em meios. Não papel, não fita, que, cada vez mais, a
liberdade de imprensa significará liberdade de divulgar, publicar. A essa
liberdade não deve, não pode, não haverá qualquer tipo de restrição. Mas
vamos com calma. Isso não significa que não pode ter regulação na sociedade.
Eu estou seguro. Os senhores ouvirão o relato das experiências dos
diferentes países, todas democracias. Os Estados Unidos é uma democracia, é
uma democracia. O Reino Unido é uma democracia. Nossa República “hermana” da
Argentina é uma democracia. Portugal é uma democracia. Espanha é uma
democracia. Europa é uma democracia. Em todos eles há regulação de meios
eletrônicos, e isso não significa, por nada, que haja censura. Gostaria
muito que os senhores, quando houver a fase das perguntas, perguntassem
muito, aqui, aos expositores, se a liberdade está ameaçada lá, porque existe
regulação.

Então, isso é uma discussão que é um fantasma. Ele entra na discussão, na
verdade, para não se entrar na discussão. E é isso que eu acho que nós
deveríamos, nesse debate, tentar ultrapassar e ir muito além disso. É
verdade o seguinte: liberdade de imprensa. Eu acho que, às vezes, é essa a
confusão que eu acho que existe. Não quer dizer que a imprensa não pode ser
criticada, que a imprensa não pode ser observada, que a imprensa não pode
ser alvo de críticas de quem quer que seja. Todos nós somos alvos de
críticas. Aliás, quando temos uma atitude madura diante das críticas, de um
modo geral, melhoramos com elas. Isso vale para nossa vida doméstica, vale
para nossa vida profissional, vale para as empresas que alguns de vocês
dirigem, vale para países, vale para o Presidente da República, vale para o
Papa. Ou seja, quando somos criticados e olhamos as críticas sem
preconceito, em geral, melhoramos com ela. Elas podem ser verdadeiras, podem
não ser, mas isso é parte do jogo.

Liberdade de imprensa, volto a dizer – já disse isso várias vezes – quer
dizer que a imprensa é livre, não quer dizer que a imprensa é
necessariamente boa. A imprensa erra, erra muito. Eu, como jornalista, sei
que a imprensa erra muito, qualquer jornalista que está aqui sabe que a
imprensa erra muito. Os leitores, telespectadores, ouvintes sabem que a
imprensa erra muito, e, de um modo geral, é capaz de distinguir, de separar,
o erro cometido de boa fé, no afã de produzir a tempo uma informação para
ser entregue ao público, da manipulação da notícia, que é produzir com
qualquer outra intenção, mas estão sendo submetidos às críticas dos
telespectadores, dos ouvintes, dos leitores, todos os órgãos de imprensa,
que também podem ser submetidos à crítica por outros órgãos de imprensa. A
imprensa no Brasil, nos tempos heróicos, era um cacete só entre os jornais,
eles brigavam o tempo todo. Isso não dizia que não havia liberdade de
imprensa; dizia que havia liberdade de imprensa.

Então, a crítica a erros da imprensa, a crítica à manipulação que certos
órgãos eventualmente venham a fazer, isso faz parte da disputa política, e a
liberdade de imprensa não está arranhada, quando alguém crítica um órgão ou
outro da imprensa; ao contrário, isso faz parte do ambiente democrático, e
com ele se deve aprender a viver e, se possível, aprender a melhorar.

Eu acho que, se nós formos capazes de entender isso, nós vamos ter mais
vozes se expressando, porque o que se quer não é. Onde tem liberdade de
imprensa se quer mais liberdade de imprensa; onde se tem algumas vozes
falando se quer é mais vozes falando; onde tem opiniões se expressando, no
debate público, se quer é mais opiniões se expressando no debate público;
onde se tem artistas e pessoas do povo, produzindo cultura, o que se quer é
mais artistas e mais gente do povo produzindo cultura. É “mais” e não
“menos” que está em jogo, neste debate sobre o novo marco regulatório.

Então, eu queria, para finalizar, novamente, agradecer a todos os senhores,
agradecer especialmente aos palestrantes que vieram de tão longe aqui, para
nos brindar com a sua experiência. Estou seguro de que ela nos ajudará
muito, ajudará muito, não apenas ao governo, mas a toda a sociedade
brasileira, a travar, de uma forma madura, um debate que já custou muito a
chegar e que precisa ser travado o quanto mais cedo possível.

Programa Bola & Arte com Max B.O. e Juliana Cabral Bloco 1:

Programa Bola & Arte com Max B.O. e Juliana Cabral Bloco 2:





Caetano Veloso: Um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

26 11 2009

Esse post é referente a fala de Caetano Veloso, numa entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, sobre o Presidente Lula: “Lula é analfabeto, cafona e grosseiro”. 

Assista em vídeo o comentário de Lula a respeito: (assista até o final, a fala está quase no fim)

O cordelista Antonio Barreto, nordestino, escreveu um cordel sobre o ocorrido, que o Bola e Arte disponibiliza logo abaixo. Deixe as suas opiniões: O que achou da fala de Caetano?? E do comentário de Lula?? E do cordel de Antônio Barreto??

Post por CarlosCarlos

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba.

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.

Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte…
E por que ficar calado?

Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.

Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.

— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.

— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.

— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.

— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.

— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.

— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.

— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.

— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.

— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.

— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão…

— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.

— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.

— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.

— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.

— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.

— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !

— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.

– Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.

— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada…
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.

–  O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.

— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando- se num “cara”
De profunda insensatez.

— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!

Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô…
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!

É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.

Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.

FIM

Salvador, triste primavera de 2009